A OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu uma declaração na noite deste domingo (13) solicitando o cessar-fogo imediato dos ataques russos na Ucrânia para cuidar da saúde da população local.
Segundo a entidade, desde o início do confronto militar em 24 de fevereiro, foram registrados 31 ataques a unidades médicas, o que resultou em pelo menos 12 mortes e 34 feridos. As informações são do site SCC10.
Guerra entre Rússia e Ucrânia; cenário cada vez mais devastador – Foto: Sergey BOBOK/AFP/NDO comunicado diz que os ataques estão causando ferimentos graves a pacientes e aos trabalhadores de saúde e que assim eles são obrigados a abandonar tratamentos. “Atacar os mais vulneráveis – bebês, crianças, gestantes e aqueles que já sofrem de doenças, e profissionais de saúde arriscando suas próprias vidas para salvar vidas – é um ato de crueldade inconsciente”.
SeguirA OMS ressalta ainda que ataques aos profissionais de saúde impactam na capacidade de pessoas terem acesso a serviços médicos essenciais.
Desde que o conflito começou, mais de 4,3 mil nascimentos ocorreram na Ucrânia e outras 80 mil mulheres devem dar a luz nos próximos meses. O oxigênio e os suprimentos médicos para gerenciamento de problemas de gravidez estão ficando baixos.
De acordo com a OMS, o sistema de saúde ucraniano está sob forte pressão e o colapso seria uma catástrofe. É preciso evitar que isso aconteça. “O direito humanitário internacional e de direitos humanos deve ser respeitado, e a proteção dos civis deve ser nossa prioridade máxima”, frisou a organização.
Negociação difícil em andamento
Por meio de uma rede social, o assessor da presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, disse nesta segunda-feira (14) que as negociações sobre um cessar-fogo com a Rússia estão em andamento, mas são difíceis.
Ele atribuiu as divergências às diferenças nos sistemas políticos dos dois países. “O (sistema) da Ucrânia (visa) diálogo livre dentro da sociedade e um consenso obrigatório. O da Rússia é um ultimato de supressão da própria sociedade”, escreveu.
Antes do encontro, o assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia antecipado que a reunião seria difícil. “Embora a Rússia perceba o absurdo de suas ações agressivas, ainda tem a ilusão de que os 19 dias de violência contra cidades pacíficas é a estratégia certa”, comentou.
Controle das principais cidades
O exército russo não descarta tomar o controle total das principais cidades da Ucrânia, advertiu nesta segunda (14) o Kremlin, cujas forças cercam vários centros urbanos do país.
Dmitry Peskov é assessor próximo ao presidente russo Vladimir Putin – Foto: Reprodução/Youtube“O ministério da Defesa, para garantir a máxima segurança da população civil, não descarta a possibilidade de tomar o controle total das principais cidades que já estão cercadas”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, antes de afirmar que até o momento o presidente Vladimir Putin não ordenou um ataque deste tipo.