Em discurso de posse, Rodrigo Pacheco diz que quer acabar com discurso de ‘nós contra eles’

Senador pelo PSD foi reeleito presidente do Senado nesta quarta (1º)

Foto de R7

R7 Brasília

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Rodrigo Pacheco (PSD-MG)  foi reeleito à presidência do Senado nesta quarta-feira (1º), cargo que fica até o ano que vem. O fez um discurso em tom de pacificação política e disse que a “polarização tóxica precisa ser erradicada do país”. Segundo o presidente, é preciso acabar com o discurso de “nós contra eles”.

De acordo com o portal R7, Pacheco venceu o senador Rogério Marinho (PL-RN) por 49 votos, contra 32 do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, em votação secreta. Ele precisava de, no mínimo, 41 votos para ser reconduzido.

Rodrigo Pacheco (PSD) investiu em discurso pela pacificação – Foto: Geraldo Magela/Agência Brasil/NDRodrigo Pacheco (PSD) investiu em discurso pela pacificação – Foto: Geraldo Magela/Agência Brasil/ND

Em outro trecho do discurso, Pacheco citou os ataques de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes, e disse que “o discurso golpista precisa ser erradicado”. Ele também comentou sobre o combate às fake news.

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“Pacificação não significa omissão, nem inflamar a população com narrativas inverídicas, tampouco com soluções aparentes que geram instabilidade institucional. Pacificação é abandonar o discurso do ‘nós contra eles’, e entender que o Brasil é imenso, mas é um só”, destacou.

Pacheco também disse que o Legislativo vai buscar soluções para o combate à fome e à desigualdade social. Além disso, reforçou compromissos com a responsabilidade ambiental e disse que vai colaborar com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Queremos construir pontes, não esperem de nós menos do que isso”, enfatizou.

O presidente do Senado já era favorito a vencer a eleição, mas viu a candidatura de Marinho, apoiada por PL, PP e Republicanos, crescer nas últimas duas semanas. Na última hora, o senador do Rio Grande do Norte ganhou o apoio do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que desistiu de disputar a Presidência do Senado e declarou apoio a Marinho.