Em discurso na ONU, Bolsonaro diz que Brasil trata crime ambiental com ‘tolerância zero’

Presidente gravou vídeo para a abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) realizada na manhã desta terça-feira (22)

Giuliana Saringer, do R7 São Paulo

Receba as principais notícias no WhatsApp

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil trata crimes ambientais com “tolerância zero”.  A declaração foi feita na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) na manhã desta terça-feira (22).

O debate contou com a participação de líderes mundiais e foi realizada, este ano, de forma virtual com transmissão ao viv0 pela ONU.

O encontro iniciou às 10h com o discurso do atual secretário-geral, António Guterres. Em seguida, foi a vez do presidente Jair Bolsonaro, que enviou uma declaração gravada na quarta-feira (16).

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Assista ao discurso de Bolsonaro:

– Discurso de abertura da 75⁰ Assembléia Geral da ONU.

Publicado por Jair Messias Bolsonaro em Terça-feira, 22 de setembro de 2020

Assim como em 2019, quando discursou pela primeira vez na ONU, Bolsonaro falou sobre a Amazônia e as políticas ambientais do seu governo.

“Somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e Pantanal”, afirma Bolsonaro. Segundo o presidente, o país é líder na conservação de florestas tropicais.

O presidente disse ainda que “a Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras aproveitadoras e impatrióticas  com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”.

Outro ponto abordado no discurso foi a pandemia do novo coronavírus. Ele lamentou as mortes causadas pela Covid-19 e afirmou que, desde o começo, era preciso pensar no combate ao vírus e ao desemprego.

Segundo o presidente, “o governo implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior”, citando o socorro a empresas, o auxílio emergencial e recursos para a vacina de Oxford.

Bolsonaro também defendeu que a liberdade é “o bem maior da humanidade” e fez apelo “pela liberdade religiosa e contra a cristofobia”. “O Brasil é um país cristão e conservador e tem a família como sua base”, disse.

Tópicos relacionados