Em meio à guerra, Ucrânia e Rússia concordam em melhorar segurança nuclear

Locais radioativos preocupam autoridades de todo o mundo, uma vez que os mísseis russos lançados sobre o país já se aproximaram das usinas

Estadão Conteúdo São Paulo

Receba as principais notícias no WhatsApp

Os governos de Ucrânia e Rússia concordaram em trabalhar com a Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica) para melhorar a segurança nas usinas nucleares ucranianas. Os locais radioativos preocupam autoridades de todo o mundo, uma vez que os mísseis russos lançados sobre o país já se aproximaram das usinas.

Caos está instalado no país ucraniano desde o fim de fevereiro deste ano – Foto: Aris Messinis/AFP/NDCaos está instalado no país ucraniano desde o fim de fevereiro deste ano – Foto: Aris Messinis/AFP/ND

A informação foi confirmada pelo Diretor-geral da Aiea, Mariano Grossi, nesta quinta-feira (10). Durante entrevista coletiva, Grossi disse que a entidade monitora a situação nessas usinas, mas admitiu que houve uma interrupção nas comunicações entre a entidade e a usina de Chernobyl.

Segundo ele, os governos dos dois países concordaram em trabalhar com a equipe nas questões nucleares e há chance de uma reunião em breve sobre o tema. Grossi comentou que ainda está sendo avaliado o melhor formato para esse possível encontro.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Ucrânia convoca combatente de peso para guerra

Em meio à guerra, cada uma das partes ataca e defende como pode. Para sua defesa, a Ucrânia convocou o atirador Wali, conhecido como ‘o mais letal de todos’.

Famoso, Wali diz que é capaz de executar 40 inimigos por dia, enfatizando seu recorde de  tiro disparado a uma distância de 3,5 km, conquistado no Oriente Médio, quando lutava pelo Regimento Real do Canadá.

A mídia ucraniana vê com bons olhos a presença de Wali entre seus combatentes em meio aos conflitos com a vizinha Rússia. O sniper deve ‘elevar a moral’ da nação para ir ao combate contra a Rússia, país com maior exército e arsenal bélico do mundo.

Rússia acusa EUA de guerra econômica

Do outro lado do mundo, a guerra ainda repercute. O Kremlin acusou os  Estados Unidos de declararem guerra econômica à Rússia. Após a proibição imposta pelo presidente americano Joe Biden, barrando o petróleo e demais fontes de energias do país europeu, o porta-voz Dmitry Peskov disse que Moscou pensaria sobre o que fazer.

Peskov disse ainda que a Rússia é e seguirá sendo um fornecedor de energia confiável e apontou que os fluxos de energia continuam. “Os Estados Unidos definitivamente declararam guerra econômica contra a Rússia e estão travando essa guerra”.

Mais ataques, mais ações

Os moradores de Mariupol estão brigando por comida em meio ao caos da guerra, segundo a Cruz Vermelha. A cidade está cercada por tropas russas, na região sudeste da Ucrânia, segundo um representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

“Todas as lojas e farmácias foram saqueadas há quatro ou cinco dias. Algumas pessoas ainda têm comida, mas não sei quanto tempo vai durar”, disse Sasha Volkov, de Mariupol.

Os habitantes da cidade portuária estão sem eletricidade, água e gás. Tentativas de evacuar centenas de milhares de civis falharam repetidamente. Três pessoas foram mortas no bombardeio russo, que atingiu um hospital pediátrico na cidade, na quarta-feira.

A Ucrânia e a União Europeia classificaram a ação como “crime de guerra”, enquanto a Rússia afirmou que o prédio abrigava combatentes ucranianos ultranacionalistas.

Na contramão, Moscou vai abrir corredores humanitários diários da Ucrânia para a Rússia para viabilizar a fuga de ucranianos enquanto Kiev pede corredores que permitam a evacuação de civis dentro da Ucrânia.

“Anunciamos oficialmente que os corredores humanitários para a Federação Russa agora serão abertos unilateralmente, sem coordenação, todos os dias a partir das 10h”, declarou um alto funcionário do Ministério da Defesa da Rússia, Mikhail Mizintsev, citado em um comunicado.

Os corredores que forem “em outras direções serão negociados com a parte ucraniana”, acrescentou. “Garantimos total segurança nos territórios controlados pelas forças armadas russas”, prosseguiu Mizintsev, pedindo ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e às Nações Unidas.

*Com informações de CNN, Terra e AFP.