O empresário Rubens Costa morreu na noite desta segunda-feira (31), aos 94 anos, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. De acordo com a Prefeitura, Costa estava internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em razão da infecção por Covid-19 – doença que também levou à morte o empresário criciumense Evaldo Stopassoli. Não foi informado o hospital onde ele estava internado.
Rubens Costa morreu aos 94 anos – Foto: Acic/Divulgação/NDDentre as contribuições prestadas por Costa ao município está a fundação da Forauto Veículos (revendedora Ford) e da Acic (Associação Empresarial de Criciúma).
“Perdemos um grande líder, empreendedor e empresário de sucesso. A Acic tem hoje uma base sólida, fruto da ousadia e do empreendedorismo de visionários como Rubens Costa”, afirmou o presidente atual da Associação, Moacir Dagostin.
SeguirNa sua página oficial, a Acic prestou uma homenagem ao empresário, destacando a sua trajetória e as contribuições prestadas a Criciúma. O nome de Rubens Costa está eternizado em uma das salas do Centro Empresarial de Criciúma, sede da entidade.
Trajetória
De acordo com a Acic, aos 21 anos, Rubens Costa trabalhou na primeira agência da Caixa Econômica Federal em Criciúma. Ficou dois anos no setor de Cadastro e Abertura de Contas do banco. Em 1944, Costa participou da fundação da entidade empresarial, à época realizada no Cine Rovaris, na Praça Nereu Ramos, em Criciúma.
Já em 1949, quando a cerâmica começava a se tornar a atividade com maior expansão na cidade, Costa decidiu ir trabalhar no setor administrativo da Cesaca (Cerâmica Santa Catarina) empresa que teve o seu pai, Mansueto, como um dos idealizadores.
Ele também trabalhou como escrevente e mais tarde se tornou tabelião do Cartório de Registro de Imóveis. Em 1967, ao lado de sócios, deu início à Forauto Veículos, revendedora Ford que se mantém ativa até os dias atuais.
Covid-19 em Criciúma
No mesmo dia da morte de Costa, a Vigilância Epidemiológica de Criciúma também confirmou a morte de uma mulher, de 59 anos, por Covid-19. Até esta terça-feira (1), 67 moradores de Criciúma perderam a vida para o vírus respiratório.