Dividida em dois momentos, a reunião do Fórum Parlamentar Catarinense, realizada nesta segunda-feira (4), na Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), tratou de alternativas para remediar os impactos da greve dos caminhoneiros. No primeiro tempo, representantes dos setores produtivos apresentaram números e relatos de prejuízos já amargados, além do que está por vir, nos ramos da indústria, comércio, serviços, agronegócios e transportes.
Entre as sugestões propostas por empresários estão a abertura de crédito com taxas reduzidas por bancos públicos, não só para alavancar a produção, mas para cumprir com compromissos básicos como o pagamento de salários e impostos. Outra ideia seria a prorrogação de prazos para honrar os tributos federais e estaduais.
No segundo tempo, os políticos trouxeram a questão para a realidade. A abertura de uma linha de crédito em prazo tão curto, pela necessidade emergencial, seria muito difícil. Principalmente por estarmos nas mãos de “um governo burocrático e ineficiente”, como afirmou o senador Dário Berger (PMDB) sobre a gestão federal. O senador Dalírio Beber (PSDB) lamentou o momento em que “todos estão com dificuldade de estender a mão”, avaliando a inviabilidade de os governos concederem benefícios fiscais. O cenário é desolador e as expectativas não são das melhores.
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O presidente do Fórum, deputado federal Jorginho Mello (PR), organizará uma pauta com as propostas definidas na reunião e viabilizará uma reunião no Palácio do Planalto para tentar entregar as reivindicações. Os encaminhamentos foram recebidos das mãos do vice-presidente da Fiesc, Mario Cezar Aguiar.