“Mesma estratégia perversa comandada por uma minoritária elite sindical que manipula servidores municipais e da Comcap: pegar a cidade de surpresa, do dia para a noite, prejudicando mais de meio milhão de pessoas que dependem desses serviços para o seu dia a dia”.
Trabalhadores da Comcap decidiram manter a greve, durante assembleia realizada na sexta-feira (3) – Foto: Sintrasem / NDEsse é o trecho do manifesto divulgado pelo Floripa Sustentável contra a greve da Comcap.
A entidade considera esta greve não só ilegal, mas comete uma desumanidade principalmente contra a população florianopolitana.
SeguirE aponta como uma trama feita na calada da noite por uma elite de sindicalistas que tinha plena consciência de que no feriadão a Capital catarinense terá cerca de 150 mil pessoas nas ruas em virtude de quatro grandes eventos .
“Foi deflagrada na manhã de quarta-feira (1º/11) sem qualquer diálogo ou resposta à proposta de conciliação feita pela Prefeitura e, ato contínuo, demonstrando claramente que tudo já estava previamente arquitetado”, diz o manifesto.
“Grevistas saíram pelas ruas com a evidente intenção de tumultuar o trânsito, ocupando uma das faixas da Ponte Pedro Ivo Campos e depois causando tumulto no centro da cidade”.
Privatização da Comcap
Para o Floripa Sustentável é urgente a privatização. O melhor argumento está sendo dado agora, nesta greve: o Continente e o Norte Ilha seguem com os serviços normalmente, porque são atendidos por empresas terceirizadas.
Enquanto, o resto da cidade segue refém do sindicato, espera-se que não por muito tempo.
“O Movimento Floripa Sustentável reafirma: se não houver punição dos responsáveis e dos faltosos, pelo ‘perdão’ que caracteriza cada final de greve e se medidas duras não forem tomadas, continuaremos todos reféns de meia dúzia de sindicalistas e ‘políticos’ que lhes dão cobertura. Até quando?”
Há de se concordar com o que diz o manifesto do Floripa Sustentável. Uma greve claramente ideológica e que repete a mesma prática dos anos que antecedem ou em que ocorrem eleições – como historicamente acontece em Florianópolis.
O Floripa Sustentável, é um movimento constituído por 44 entidades da comunidade catarinense, faz desde a sua fundação, em agosto de 2017. Ou seja, são pelo menos duas paralisações por ano, todas consideradas ilegais pela Justiça.