Entrevista: Deputado Peninha avalia obras nas rodovias em SC e pede mais recursos

No terceiro mandato como deputado federal, Rogério Peninha Mendonça (MDB), diz continuar confiando nos compromissos do governo federal com Santa Catarina

Paulo Mueller Florianópolis

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A Campanha SC Não Pode Parar está veiculando nas últimas semanas entrevistas com os parlamentares federais de Santa Catarina. No espaço do Portal ND+, deputados e senadores se posicionam sobre a situação das rodovias federais no Estado.

Paulo Muller no gabinete de Peninha em Brasília em entrevista sobre infraestruturaDurante a entrevista, deputado Peninha disse que o Brasil passou por 24 anos de governos socialistas, quando não foram investidos em infraestrutura – Foto: Warley Cabral/NDTV Brasília

O repórter Paulo Mueller, enviado especial para as entrevistas em Brasília, conversou com o deputado Peninha, aliado ao presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar pretende encerrar a carreira política em 2022, último ano do atual mandato.

Peninha também disse continuar cobrando mais recursos da União para as rodovias federais do estado, mas ressaltou que este é um momento difícil não só para o Brasil, mas para a economia de todos os países.

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ND: Qual é o compromisso do senhor sobre a infraestrutura federal de Santa Catarina?

Deputado Peninha: Por eu ser o único deputado eleito residente do Vale do Itajaí e nós termos a principal e maior obra do governo federal no estado de Santa Catarina, é a BR-470.

Em função disso, inclusive ao longo dos meus mandatos – estou no terceiro mandato como deputado federal – com certeza sempre foi a maior bandeira a duplicação da BR 470.

Quando fui coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, em 2019, fizemos uma reunião com o presidente Bolsonaro, deputados federais e senadores.

Naquele momento o presidente convocou os principais ministros, inclusive da Infraestrutura. Todos os deputados e senadores tiveram a oportunidade de pedir, falar, reivindicar e o presidente respondeu a cada um deles.

Além disso, também na condição de coordenador, tive a oportunidade de levar o ministro Tarcísio de Freitas para Santa Catarina, na BR-470, onde inaugurou os primeiros quilômetros duplicados da BR-470 de toda a história do período de construção da duplicação da rodovia.

Tem sido realmente a principal bandeira. Tenho colocado meus recursos de emendas para manutenção da BR 470, que estão permitindo a travessia urbana lá no município de Pouso Redondo.

Também está sendo iniciada a travessia urbana na cidade de Rio do Sul, uma obra fantástica naquela região do Alto Vale do Itajaí que teve a primeira licitação que aconteceu deserta, ou seja, ninguém se interessou naquele momento.

Agora está sendo modificado o projeto e o edital. Acredito que para o início do ano que vem [2022] nós teremos também a travessia urbana de Rio do Sul. Sem contar agora o problema seríssimos que temos com a manutenção na BR-470, que está sendo um investimento muito forte.

Acredito que em pouco tempo resolveremos grande parte dos problemas da BR-470 acima do trecho da duplicação.

ND: As obras na BR-470 e BR-280 estão andando de forma morosa, mas deveriam estar prontas há algum tempo. Uma reclamação do setor produtivo é que o retorno dos impostos federais está aquém do arrecadado por Santa Catarina. Como o senhor tem trabalhado para mudar isso?

Deputado Peninha: Todos sabem que fui defensor do presidente Bolsonaro de primeira hora e continuo acreditando no presidente. É lógico que nós gostaríamos de mais recursos em todas as obras de infraestrutura.

Tenho uma teoria, um pensamento ideológico neste sentido. Vejo que os governos, de modo geral, deveriam cuidar de saúde, educação, segurança e infraestrutura naquilo que realmente for necessário, porque o estado não se desenvolverá se não tiver infraestrutura.

Nossa região do Vale do Itajaí tem um potencial muito grande de desenvolvimento e crescerá muito mais quando a BR-470 estiver duplicada. Mas, aí precisaria mais recurso.

É importante fazermos algumas considerações: o Brasil viveu antes do Bolsonaro, 24 anos de governos socialistas e oito anos d0 Fernando Henrique. Foram oito anos do Lula e praticamente oito anos da Dilma, intercalada um ano e pouquinho do Michel Temer. 24 anos.

O presidente Fernando Henrique prometeu e não fez. Lula prometeu, não fez. Dilma prometeu, disse que puxou para ela e faria, não fez. Agora, o Bolsonaro ele praticamente não está um ano no governo.

O primeiro ano foi um ano para colocar a casa em dia e ajustes do governo. Agora está aí com dois anos com a maior crise mundial da economia. Crise que atinge os Estados Unidos, a Europa, a Rússia e até a China. Todos os países atingidos pela pandemia.

Nesses dois anos, é lógico que o governo federal teve que concentrar recursos na área da saúde. Santa Catarina nunca recebeu tanto dinheiro na saúde, todos os estados brasileiros.

Verdade que poderia ir mais dinheiro, mas também nós temos que levar em consideração essa crise mundial e a pandemia que está nos atingindo.

Ou seja, três anos. Lula ficou oito, o Fernando Henrique oito, será que naquele tempo eles colocaram mais dinheiro em infraestrutura do que colocou o Bolsonaro? Com certeza, não.

Proporcionalmente, se nós formos ver a relação neste ano de pandemia comparando com outros estados, Santa Catarina não fica muito abaixo não. Com muita criatividade estão fazendo as coisas acontecerem. A BR-282 em um ritmo forte.

Na BR-470 vamos concluir até metade do ano que vem com auxílio, é verdade ,do governo do estado, mas recursos têm sido colocados. Pela ligação que tenho com o presidente Bolsonaro, tenho pressionado muito o presidente neste sentido, o próprio Tarcísio [ministro da infraestrutura].

Vamos trabalhar cada vez mais para termos mais recursos. Precisamos considerar que vivemos um período excepcional da economia mundial. Parece que o Brasil é uma ilha e que nada está atingindo, parece que o dinheiro anda frouxo para aplicar onde quiser. É importante que se diga.

Reconheço que, evidentemente, Santa Catarina é – em termos de geração de impostos – um dos principais impostos da federação e muito mais pode ser feito.

Com certeza, eu no meu mandato, termino no final do ano que vem concentrando a minha energia da política para liberar mais recursos para a infraestrutura, principalmente, na BR-470, que é da minha região no Vale do Itajaí.

ND: O Brasil está com déficit fiscal em função da pandemia, porém precisamos encontrar caminhos para resolver isso. Se fala bastante na concessão das rodovias. Qual a opinião do deputado em relação as concessões rodoviárias federais?

Deputado Peninha: Sou totalmente favorável à concessão desde que tenhamos um pedágio razoável. Eu me lembro que lá atrás, quando o governador era o Paulo Afonso, foi feita a concessão da BR-470.

Lógico que naquela época o pedágio que estava sendo aventado era muito alto, mas se tivesse sido feita a concessão naquela época a rodovia já estaria pronta.

O que deveria ter sido feito ao invés de simplesmente cancelar aquele edital de concessão, deveria ter sido feita uma negociação para reduzir o pedágio. Infelizmente isso não foi feito e estamos com a BR-470 da maneira que está.

Defendo plenamente a participação do governo de uma forma liberal, o mínimo possível. O que puder passar para a iniciativa privada, passe. A concessão da BR 101 é um grande exemplo.

Acredito inclusive que muitas rodovias estaduais também podem ser concessionadas e será melhor para o nosso Estado. Assim como as ferrovias e sem concessão não se faz ferrovia no Brasil.

ND: Que compromisso o senhor assume com os catarinenses a partir desta condição de infraestrutura federal que vivemos hoje?

Deputado Peninha: Meu compromisso é continuar fazendo o que tenho feito ao longo dos meus 12 anos de mandato de deputado federal. Brigar, dia a dia, cobrar para que o governo federal coloque mais recursos.

Nada diferente do que eu sempre fiz e continuarei fazendo neste último ano. Mais recursos, cobrando o Bolsonaro e o Tarcísio, na área econômica e onde for possível ter uma ação minha como deputado federal.

SOS RODOVIAS

Campanha SC Não Pode Parar mobiliza todos os catarinenses em torno do abaixo-assinado SOS RODOVIAS e encaminhará ao Congresso Nacional, Ministério de Infraestrutura e Presidente da República o documento com as assinaturas exigindo mudanças nas rodovias federais do Estado.

Para assinar basta acessar o site www.sosbrs.com.br , preencher os dados e pronto. Não é preciso pagar nada. A plataforma Change.org exibe, ao final da adesão, um banner automático solicitando uma contribuição.

A Fiesc e o Grupo ND, idealizadores da campanha, lembram que não é preciso fazer nenhuma doação para se juntar à causa de toda a sociedade catarinense. Faça a sua parte. Assine, se envolva.

Ajude a fazer deste o maior abaixo-assinado digital da história de Santa Catarina. É hora de agir e exigir mudanças. Para saber mais sobre o movimento SC Não Pode Parar acesse www.fiesc.com.br/brs .