ENTREVISTA: “Lula tem 30%; Bolsonaro, 20%; e 50% são anti os dois”, diz Vinícius Lummertz

Pré-candidato ao governo do Estado pelo PSDB vê afunilamento dos candidatos do Centro Democrático como fenômeno natural, mas faz uma ressalva: "é preciso dar tempo ao tempo"

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Com a saída de Gelson Merisio do PSDB, a candidatura de Vinícius Lummertz está “mais de pé do que nunca”, afirmou. “Estamos em um momento de definições da pré-candidatura, conversando com todos dentro do partido”.

Vinícius Lummertz e João Dória – Foto: Divulgação/NDVinícius Lummertz e João Dória – Foto: Divulgação/ND

TENDÊNCIAS

Um dos principais trunfos de Lummertz é a ligação com João Dória, governador do Estado de São Paulo, de quem é secretário estadual de Turismo. “A prioridade é construir uma alternativa viável à polarização no campo do Centro Democrático. Nós já tivemos [a candidatura à presidência de Luciano] Hulk, [Luiz Henrique] Mandetta, a tendência é ir afunilando. Hoje temos Dória, [Sergio] Moro e Simone Tebet. Lá na frente, dependendo da evolução política, vamos ver quem pode fazer a representação do Centro Democrático”. Diante do cenário, Lummertz entende que há espaço para a chamada terceira via. “As pesquisas mostram Lula com 30%, Bolsonaro com 20% e 50% anti os dois”.

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NO BRASIL

Lummertz entende que partidos como PSDB têm “convergência programática” e pensam na “modernização do Brasil”. Não são siglas “populistas, nem de esquerda, nem de direita”. “A agenda de país implementada por Fernando Henrique Cardoso e que avançou com Michel Temer trouxe reformas, controle da inflação, teto de gastos, privatizações, mais competitividade econômica e programas sociais”.

NO ESTADO

Se o cenário nacional é de indefinições e expectativa, a tendência estadual é idêntica. “A política tem seu próprio tempo, com o afunilamento natural, podemos chegar às convenções com um candidato único”, disse Lummertz, citando PSDB, MDB, Cidadania, Podemos e União Brasil, e excluindo PL e PT.

CANDIDATURA

Caso não ocorra aliança em primeiro turno, Lummertz defende a candidatura própria. “Temos que resgatar o nosso capital político, das ações que fizemos junto ao governo Luiz Henrique [da Silveira], quando tínhamos as prefeituras de Florianópolis, Joinville e Blumenau, na era FHC.