Diversidade nas escolas de SC: PL que deixa pais barrarem filhos de atividades avança na Alesc

Segundo texto do projeto de lei, escolas de SC que descumprirem a lei podem ser multadas em até R$ 10 mil por estudante, serem suspensas por três meses ou até fecharem

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Gabriela Ferrarez Florianópolis

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O projeto de lei que dá o poder para pais e responsáveis barrarem a participação dos filhos em atividades pedagógicas que ensinem sobre igualdade de gênero, diversidade e orientação sexual em escolas de SC avançou na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

Projeto de lei que deixa pais barrarem filhos de atividades de gênero nas escolas de SC avançaProjeto quer restringir participação de estudantes em atividades pedagógicas que ensinem sobre igualdade de gênero, diversidade e orientação sexual em escolas – Foto: Arquivo/Divulgação/ ND

Segundo o texto original do projeto, de autoria da deputada estadual Ana Campagnolo (PL), a lei se aplicaria para atividades escolares que falem de “identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual, igualdade de gênero e outros assuntos similares”.

Conforme o projeto, toda vez que houver uma atividade pedagógica nesse sentido, a escola deve informar aos pais e responsáveis, que devem escrever em um documento assinado se concordam ou não com a participação do estudante.

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O projeto de lei foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação na última quarta-feira (19) por unanimidade.

“A medida sobre a qual se pretende legislar não implica redução de receita ou aumento de despesa pública, estando, pois, adequada ao orçamento estadual”, disse o deputado Jair Miotto (União Brasil) em seu parecer.

O projeto de lei ainda deve passar pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e pela Comissão de Educação e Cultura.

Escolas de SC podem ficar três meses suspensas ou até fecharem caso descumpram a lei, diz projeto de lei

Segundo o texto do projeto, escolas que descumprirem a lei podem ter que pagar entre R$ 1 mil a R$ 10 mil de multa, por aluno participante, em caso de reincidência.

Além disso, o projeto de lei prevê que a escola que não informe os pais sobre as atividades pedagógicas ou permita que os estudantes participem mesmo com a vedação podem ser suspensas por três meses ou até fecharem.

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