‘Estação cheia’: jornalista com família em SC fala sobre expectativa em deixar Ucrânia de trem

Junto à família, a brasileira conseguiu chegar a uma estação de Kiev e, agora, aguarda um trem para a capital da Polônia

Juliane Guerreiro Joinville

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A tensão que cerca um grupo de brasileiros na Ucrânia parece estar com as horas contadas. Depois de momentos de aflição no país europeu, a jornalista Kelly Müller, que tem família em Santa Catarina, conseguiu chegar a uma estação de trem de Kiev junto ao marido e à filha e, agora, a família está mais perto de sair do país.

Kelly mostra o abrigo em que estava com a família e outros brasileiros – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação NDKelly mostra o abrigo em que estava com a família e outros brasileiros – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação ND

O casal mora no Paraná e foi para a Ucrânia em busca da pequena Mikaela, nascida de barriga de aluguel, prática permitida no país. Com a filha nos braços e prestes a completar um mês, porém, a invasão russa aos país vizinho trouxe preocupação ao casal.

Antes de sair, junto a outros brasileiros, rumo à estação de trem da capital ucraniana, a família estava no subsolo de um condomínio residencial que funciona como refeitório para os casais atendidos pela clínica de barriga de aluguel. No local, apesar de estarem alimentados e acolhidos, impera o medo pelo que ocorre nas ruas.

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Na manhã desta segunda-feira (28) – horário de Brasília – o grupo de brasileiros conseguiu um carro para chegar à estação de Kiev, onde, agora, aguardam para pegar um trem com destino a Varsóvia, capital da Polônia. A movimentação de pessoas é intensa no local.

Grupo de brasileiros aguarda por trem na estação de Kiev – Vídeo: Arquivo pessoal/Kelly Müller

“O cenário estava favorável, a embaixada falou ‘hoje está bom’. Conseguimos carro para nos trazer até aqui, a estação está cheia, a intenção é pegar um trem, mas esse trem tem muita procura. É muita gente na estação”, conta Kelly. Veja o relato dela no vídeo:

Kelly fala sobre a saída da Ucrânia – Vídeo: Arquivo pessoal/Kelly Müller

A brasileira, que tem família em Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, agradece ao apoio da embaixada brasileira na Ucrânia que, segundo ela, foi rápida na ajuda ao grupo.

“A embaixada acabou de nos trazer a documentação das duas crianças e eu estou muito feliz, imensamente grata à embaixada brasileira por ter atuado de forma tão rápida”, agradece.

Ainda na manhã desta segunda (28), as comitivas da Rússia e da Ucrânia estão em Belarus para um encontro que deve ser a primeira tentativa de negociação entre os dois países vizinhos.