Et Pater Filium: ex-secretário de Canoinhas fazia função de ‘entregador de propinas’

Diogo foi o primeiro a ser interrogado pela Justiça e pelo Ministério Público

Redação ND Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

Diogo Seidel, ex-secretário de administração do município de Canoinhas, no Planalto Norte do Estado, admitiu nesta quarta-feira (31), em uma audiência de instrução da Operação Et Pater Filium, que atuava como “entregador de propinas” entre o empresário Chrystian Mokva e a prefeitura.

Seidel falou em em uma audiência de instrução da Operação Et Pater Filium – Foto: Internet/Reprodução/NDSeidel falou em em uma audiência de instrução da Operação Et Pater Filium – Foto: Internet/Reprodução/ND

Seidel disse que a primeira propina paga por Chrystian Mokva para o vice-prefeito Renato Pike, aconteceu em 2020, no valor de R$100 mil em dinheiro vivo. desse montante, R$10 mil ficaram com o ex-secretário.

Mokva é dono da empreiteira investigada por fraude na prestação de serviço de pavimentação asfáltica. No depoimento, Seidel falou ainda que chegou a ir até a chácara da família Mokva duas vezes.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Em cada uma, recebeu R$ 45 mil dentro de uma sacola plástica. O dinheiro fazia parte de um pagamento para o ex-vice-prefeito, que girava em torno de R$ 180 mil.

Gorjetas pela entrega

Diogo foi o primeiro a ser interrogado pela Justiça e pelo Ministério Público. Ele é acusado de integrar organização criminosa, corrupção passiva em 13 oportunidades, lavagem de dinheiro e ocultação de valores.

Em diversas vezes, segundo ele, recebeu “gorjetas” pelo serviço. segundo o ex-secretário, a relação Mokva e Pike ficou instável em 2021. o empresário era cobrado por propinas não pagas.

Como resposta, Renato Pike teria proibido o ex-secretário de planejamento e obras, João Linzmeier, em fevereiro de 2022, de realizar a medição e o laudo das obras feitas pela empreiteira. Com isso, a prefeitura freava os pagamentos que eram realizados pelos serviços da empresa.

O esquema foi desmantelado com as prisões dos suspeitos em março de 2022. Ao Ministério Público, Seidel afirmou que Renato Pike era o cérebro da operação e que Mokva “investia” na chapa Passos e Pike, na campanha eleitoral de 2016, para garantir vitória em licitações.

Ainda serão ouvidos o ex-prefeito Beto Passos, o empresário Chrystian Mokva, o ex-secretário de obras e planejamento, João Linzmeier e outros réus da Operação Et Pater Filium na fase de Canoinhas.

*Com informações do repórter Felipe Bambace, da NDTV Record TV

Tópicos relacionados