Ex-prefeito de Corupá, alvo da Mensageiro, tem prisão preventiva revogada pela Justiça

Luiz Carlos Tamanini foi preso em abril deste ano por suposto envolvimento em esquema criminoso de propina

Isabela Corrêa Joinville

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Mais um alvo da Operação Mensageiro teve a prisão preventiva revogada. É Luiz Carlos Tamanini (MDB), ex-prefeito de Corupá, cidade do Norte de Santa Catarina. Ele foi preso em abril deste ano por suposto envolvimento em esquema criminoso de propina. A decisão é resultado de uma votação realizada na tarde desta terça-feira no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ex-prefeito de Corupá, alvo da Mensageiro, tem prisão preventiva revogada pela Justiça – Foto: Reprodução/Internet/NDEx-prefeito de Corupá, alvo da Mensageiro, tem prisão preventiva revogada pela Justiça – Foto: Reprodução/Internet/ND

Na sessão, o advogado de defesa Luis Irapuan Campelo Bessa Neto, argumentou que o “réu é idoso, primário, com bons antecedentes, com residência fixa e não exerce função ou cargo público no município de Corupá”.

O advogado também ressaltou que Tamanini  “permaneceu cerca de cinco meses à frente do prefeitura, e não há qualquer elemento nos autos no sentido de que ele tenha destruído provas, intimidado testemunhas, realizado qualquer conduta no sentido de frustrar as investigações, ou mesmo se evadir da comarca”.

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Por três votos a um, foi concedida a ordem para revogar a prisão preventiva. De acordo com a defesa de Tamanini, o STJ deve comunicar o Tribunal de Justiça ainda nesta terça-feira sobre a liberação. Eventuais medidas cautelares diversas irão ser estipuladas pelo juiz responsável em Jaraguá do Sul.

Envolvimento do ex-prefeito de Corupá

Luiz Carlos Tamanini foi preso em abril deste ano, na quarta fase da Operação Mensageiro. Em julho, virou réu do processo após a denúncia ser aceita pela 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).  No mês seguinte, em agosto, renunciou ao cargo de prefeito.

De acordo com um documento do STJ, Tamanini teria recebido somente no atual mandato, cerca de R$ 519 mil em propina.

Outras prisões preventivas revogadas no Norte e Planalto

No final de outubro, quatro presos pela Operação Mensageiro foram soltos com medidas cautelares. Antonio Rodrigues, ex-prefeito de Balneário Barra do Sul, Jeferson Luis Rodrigues, ex-vereador de Balneário Barra do Sul, Armindo Sesar Tassi, ex-prefeito de Massaranduba e Osni Denker, ex-diretor da Águas de Guaramirim.

A Operação Mensageiro

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) investiga a empresa de saneamento Serrana, agora chamada Versa Engenharia Ambiental, que atende várias cidades do Estado, onde há suspeitas de corrupção no serviço de coleta de lixo.

Segundo o MPSC, um funcionário da empresa chamado de “mensageiro” na investigação era responsável pela entrega das propinas aos prefeitos. Por ter feito acordo de delação premiada, o nome do funcionário não pode ser divulgado pelo Grupo ND por proibição judicial.

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