O ex-presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, que deixou o cargo na última quarta-feira (29) após denúncias de assédio sexual, vai continuar recebendo salário de R$ 56 mil mensais pelos próximos seis meses. Na soma, significa R$ 336 mil após o pedido de demissão.
Guimarães tem direito à quantia por conta da lei da quarentena. Segundo estipula a legislação, há um período no qual quem ocupava cargos estratégicos não pode assumir função na iniciativa privada. As informações são do Uol e do site Seu Dinheiro.
O ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDIsso ocorre para evitar o conflito de interesses e uso de informações privilegiadas obtidas por meio de funções exercidas. O caso de Guimarães se enquadra nesse critério. Apesar das denúncias, não existe impedimento para que ele receba a quantia.
SeguirPara o lugar de Guimarães, o governo federal anunciou Daniella Marques Consentino, secretária especial de Produtividade e Competitividade, que trabalhava com Paulo Guedes, ministro da Economia.
Acusações de assédio desde maio
O conselho de administração da Caixa recebeu denúncia anônima pelo através do canal de denúncias do banco em maio deste ano. O canal, que é gerido por uma entidade externa, intermediou contatos entre denunciante e a companha para preservar o anonimato.
Segundo a nota, o denunciante apresentou conjunto de informações somente em 28 de junho suficiente para dar prosseguimento da apuração interna no âmbito da Corregedoria.
Na mesma data, o conselho tomou conhecimento sobre a possível existência do MPF (Ministério Público Federal) contra Pedro Guimarães.