Faltam 3 votos para o Congresso Nacional abrir CPMI dos atos de 8 de janeiro

Até segunda-feira (27), a lista pode ser fechada em 171 assinaturas na Câmara dos Deputados; veja como catarinenses votaram

Danila Bernardes Brasília (DF)

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Até o fim da tarde de sexta-feira (24), 169 deputados haviam assinado a lista que pede a abertura da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que vai apurar os atos do dia 8 de janeiro. Porém, um retirou a assinatura, totalizando 168, sendo que o número necessário para abrir a investigação é 171. Ou seja, faltam apenas três novos pedidos.

Manifestantes que invadiram a praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro podem ser investigados em CPMI. – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDManifestantes que invadiram a praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro podem ser investigados em CPMI. – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

As assinaturas estão sendo recolhidas pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE). A partir do momento que colher um terço das assinaturas dos parlamentares (em cada casa), o deputado vai fazer o pedido oficial e cabe ao presidente abrir a CPMI.

O objetivo, segundo o parlamentar, é apurar os atos de vandalismo que aconteceram nos prédios do Congresso, Senado e Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro deste ano. Manifestantes invadiram os locais e deixaram um rastro de destruição.

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A maioria dos parlamentares que querem a abertura da CPMI é da oposição ao governo federal. Dos 16 deputados federais da bancada de Santa Catarina, 11 assinaram a lista: Caroline de Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fabio Shiochet (União), Geovânia de Sá (PSDB), Gilson Marques (Novo), Ismael (PSD), Júlia Zanatta (PL), Rafael Pezentti (MDB), Ricardo Guidi (PSD) e Zé Trovão (PL).

No Senado, 32 parlamentares assinaram, número suficiente na casa. Dos três catarinenses, apenas a senadora Ivete da Silveira (MDB) não assinou a lista. Os outros dois, Jorge Seif Júnior (PL)  e Esperidião Amin (PP), são a favor da abertura dos trabalhos.

As assinaturas começaram a ser coletadas no início de fevereiro com a intenção de buscar as investigações aos atos de ação e omissão.

“Não é justo que em um momento de tantas incertezas, o governo federal coloque sigilo nas imagens dos atos do dia 8 de janeiro. Precisamos investigar e apurar com a devida seriedade”, afirmou André Fernandes.