A sessão da Alesc (Assembleia Legislativa) desta terça-feira (19) foi marcada por momentos antagônicos. Antes do horário de votação das matérias, os parlamentares receberam o prefeito e a realeza da festa municipal de Otacílio Costa, na Serra.
Depois do convite, uma das princesas tocou “Do Fundo da Grota”, clássico da música gaúcha; veja as fotos
A descontração parou por aí. Logo na sequência, a sessão discutiu os polêmicos vetos sobre impostos para bares e restaurantes, leite e trigo; veja o que disseram os deputados por ordem de fala
SeguirMoacir Sopelsa: “Nós retiramos de pauta para tentarmos um acordo. Se conseguiu algo, talvez não seja o que todos gostariam que fosse. Parcialmente, conseguimos atender o pleito de todos.”
Moacir Sopelsa – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDJosé Milton Scheffer: “Ao mantermos o veto, nós estamos abrindo caminho para que o leite volte para a cesta básica e reduzindo o ICMS dos alimentos em bares e restaurantes. A Assembleia cumpre o papel dela, conseguimos avançar bastante, o governo também fez a parte dele. Nós não estamos aumentando impostos, estamos mantendo o que estava antes e, em alguns itens, diminuindo.”
José Milton Scheffer – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDPaulinha: “Nós concordamos com a manutenção do veto porque nós temos um projeto, fruto de uma negociação intensa, onde o governo também cedeu para atender os interesses da sociedade catarinense.”
Paulinha – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDBruno Souza: “O que está acontecendo hoje é um retrocesso. Nós estamos aceitando um aumento de impostos. É verdade, tirando alguns setores, que nem deveriam estar incluídos, conseguimos voltar à ação anterior do governo. Hoje é o setor de bares e restaurantes, e amanhã? Nós estamos abrindo a porta para o próximo setor. Nós deveríamos dizer ‘não’, ‘aumento de imposto nenhum’. Deveríamos dizer, ‘governo, se vire com o que tem’.”
Bruno Souza – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDJessé Lopes: “Não pode ter avanço em algo que aumenta o imposto. Ano passado nós aprovamos por unanimidade. Hoje, nós vamos vetar um projeto que aprovamos por unanimidade.”
Jessé Lopes – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDJoão Amin: “O parlamento catarinense está muito subserviente ao Executivo. Talvez em junho, quando fecharem as torneiras, o negócio comece a ficar mais justo.”
João Amin – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDIvan Naatz: “O governo tem a prática de vetar tudo aquilo que vem para ajudar o setor produtivo catarinense e a Assembleia Legislativa se acovarda, está sendo um puxadinho do governo.”
Ivan Naatz – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDValdir Cobalchini: “O governo cumpriu com a sua palavra e encaminhou um projeto. Por isso o encaminhamento pela derrubada do veto.”
Valdir Cobalchini – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDLaércio Schuster: “A Assembleia parece que deu um branco e esquece a sua lei, aprovada por unanimidade. O governo cria uma cortina de fumaça, tem aumento de imposto, sim.”
Laércio Schuster – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/NDFabiano da Luz: “O projeto, do jeito que estava, pagaríamos mais imposto para alimentos que as bebidas alcoólicas. Os 206 bares e restaurantes impactados pelo projeto não refletem os 20 mil bares e restaurantes que estão no Simples. O que mais nos preocupa é a situação do leite, que precisa achar um ponto de equilíbrio na cadeia produtiva.”
Fabiano da Luz – Foto: Rodolfo Espínola/Divulgação/ND