FOTOS: Vice-prefeito de município de SC que foi preso assumiu cadeira na Assembleia Legislativa

Na época, deputado reivindicou a recuperação de rodovias e também pediu recursos para hospital do município

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Preso na manhã desta terça-feira (29) em desdobramento da sétima fase da Operação Et Pater Filium, o vice-prefeito de Canoinhas, Renato Pike (PL), é suplente de deputado estadual e assumiu o cargo na atual legislatura. Além do vice, o prefeito Beto Passos (PSD) também foi preso. O presidente da Câmara, Willian Godoy, assumiu a chefia do Executivo.

Com a licença por 60 dias de Maurício Eskudlark (PL), Renato Jardel Gurtinski tomou posse na Assembleia Legislativa em 8 de dezembro de 2020.

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    Renato Pike na Assembleia Legislativa - Rodolfo Espínola/Divulgação/ND
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    Renato Pike na Assembleia Legislativa - Rodolfo Espínola/Divulgação/ND
    Renato Pike na Assembleia Legislativa - Rodolfo Espínola/Divulgação/ND

Naquele dia, o deputado agradeceu ao deputado titular, e à presença da família e de aliados políticos que prestigiaram a posse.

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“O Planalto Norte tem uma representação hoje, mas preciso contar com os senhores para que o Planalto Norte, além de ser visto, tenha acesso a alguma coisa”, disse Pike.

O deputado reivindicou a recuperação da SC-477, que liga Canoinhas, Major Vieira, Monte Castelo e Papanduva, além da celebração de convênio do Executivo estadual com os municípios de Canoinhas e Bela Vista do Toldo para a manutenção da SC-120, que liga Canoinhas a Timbó Grande.

Pike também pediu recursos para o Hospital Santa Cruz e urgência no conserto de tomógrafo da instituição.

Prefeito e vice presos em operação do Gaeco

Prefeito e vice de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, foram presos na manhã desta terça-feira (29) na Operação Et Pater Filium. A operação está sendo conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). São eles: Beto Passos (PSD) e Renato Pike (PL).

Funcionários da prefeitura tiveram que ficar do lado de fora do Paço Municipal durante a operação – Foto: Reprodução/NDFuncionários da prefeitura tiveram que ficar do lado de fora do Paço Municipal durante a operação – Foto: Reprodução/ND

O processo está em segredo de Justiça, mas nesta fase investigam-se crimes de organização criminosa, peculato, fraudes à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro referentes a contratos de prestação de serviços nas áreas de educação e infraestrutura.

O blog procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura de Canoinhas e obteve retorno pouco antes do meio-dia. “O Município não vai se manifestar oficialmente sobre as investigações, pois correm em segredo de Justiça”, informou em nota.

“A fim de garantir a continuidade dos serviços públicos municipais”, o presidente da Câmara de Vereadores de Canoinhas, Willian Godoy (PSD), assumiu interinamente a prefeitura municipal já na manhã desta terça-feira (29).

O blog está tentando localizar a defesa dos presos.

Conforme o MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina), na sétima fase da Operação Et Pater Filium, estão sendo cumpridos: 

14 mandados de prisão sendo

  • Oito preventiva – sem prazo pré-definido
  • Seis de prisão temporária – cinco dias prorrogável por mais cinco

47 mandados de busca e apreensão nos municípios de:

  • Canoinhas
  • Bela Vista do Toldo
  • Itaiópolis
  • Porto União
  • Bituruna (PR)

Os mandados foram deferidos pelo TJ-SC (Tribunal de Justiça do Santa Catarina) já que há prerrogativa de foro de um dos investigados.

Operação começou em 2020 e já prendeu outros dois prefeitos

A primeira fase da operação ocorreu em 31 de julho de 2020 com suspeita de fraudes em licitações.

“A expressão em latim – Et pater filium – remete ao fato de estarem associados para o cometimento dos atos de corrupção duas duplas de pai e filho, empresários, de um lado, e funcionários públicos, de outro”, informou o MP-SC.

Veja fotos da primeira fase da operação, no ano de 2020

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    Fotos da primeira fase da operação, em 2020 - Divulgação/ND
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    Fotos da primeira fase da operação, em 2020 - Divulgação/ND
    Fotos da primeira fase da operação, em 2020 - Divulgação/ND

Na primeira fase da operação, em 2020, foram recolhidos documentos, cópias de processos licitatórios, dispositivos eletrônicos, cheques e R$ 321.916,05 em dinheiro em espécie.

Com o levantamento do sigilo da primeira fase, soube-se que os personagens eram o prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini, o filho e servidor público, Marcus Vinicius Brasil Severgnini, e os empresários Décio Pacheco e Décio Pacheco Júnior.

Os quatro já foram julgados e condenados há mais de 40 anos de prisão cada.

Em outra fase da mesma operação também foi preso o prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti, que foi flagrado com dinheiro na cueca.