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Fundador do Novo, Amoêdo critica prefeito do partido em SC por não exigir vacina de crianças

Na internet, o ex-presidente do Novo disse que decisão sobre a não exigência da vacina da covid-19 para matrícula no munícipio foi para agradar o "bolsonarismo"

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O fundador e ex-presidente do partido Novo, João Amoêdo, usou a internet para criticar seus ex-aliados de partido: o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o prefeito de Joinville, Adriano Silva.

João Amoêdo foi candidato pelo Novo à presidência em 2018 - Foto: Redes Sociais/Reprodução/NDJoão Amoêdo foi candidato pelo Novo à presidência em 2018 – Foto: Redes Sociais/Reprodução/ND

A crítica deve-se a decisão do governador de Minas Gerais, e do prefeito de Joinville em acabar com a exigência da vacina contra covid-19 para matrícula nas redes de ensino.

“Mais uma ação irresponsável do ‘novo NOVO‘ para agradar o bolsonarismo”, escreveu. “O único governador do partido e o prefeito de Joinville se vangloriam de que não será necessário que as crianças estejam vacinadas contra a covid-19 para a matricula nas escolas”, reclamou Amoêdo.

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Candidato à Presidência da República em 2018 pelo partido, o empresário João Amoêdo deixou a presidência da sigla em 2020. Em 2022 anunciou sua saída do partido.

A dispensa de exigência da vacinação contra a Covid-19 para matrículas escolares virou motivo de discussão na última semana em Santa Catarina, após a decisão de alguns municípios catarinenses e até do próprio Governo do Estado.

Vacinas são seguras e obrigatórias em crianças

Na última sexta-feira (2), o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) defendeu que os decretos das prefeituras que excluem a vacinação da Covid-19 do rol das vacinas obrigatórias para matrículas são ilegais.

Segundo a Agência Brasil, uma nova nota técnica da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), publicada no último dia 22, destaca que a efetividade das vacinas contra a Covid-19 em crianças e adolescentes é de quase 90%. Além disso, os efeitos adversos graves são raramente relatados.

Fernando Hellmann, professor no Departamento de Saúde Pública da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), alerta para os riscos das decisões dos prefeitos.

“Isso tem sérias implicações, pois compromete a cobertura vacinal necessária para a proteção coletiva, especialmente em ambientes escolares onde a transmissão do vírus é notoriamente facilitada”, ressalta.