Interino: Paulo Rolemberg
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou quinta-feira (16) os valores relativos ao fundo eleitoral, para financiamento das campanhas eleitorais pelo Brasil.
Fundo eleitoral deste ano é de R$ 4,9 bilhões — Foto: Divulgação/NDAo todo, 32 partidos políticos dividirão um montante de R$ 4,9 bilhões, o maior volume já destinado a campanhas eleitorais em toda a história e mais do que o dobro do montante disponibilizado para a eleição municipal de 2020, cerca de R$ 2 bilhões.
SeguirO Brasil está no vergonhoso topo do ranking dos países que mais gastam com campanha política. Gastamos US$ 800 milhões, enquanto os Estados Unidos gastam US$ 20 milhões.
Nos nossos vizinhos, Argentina, gasta US$ 12 milhões; e o Chile US$ 23 milhões. Então se percebe que, proporcionalmente, é uma aberração.
A classe política tem um discurso majoritariamente de defesa do fundo eleitoral. O principal argumento é de que evita o famoso toma lá dá cá das doações empresariais, que ficou escancarado com os desvios de verba pública identificados pela Operação Lava Jato.
A lista das legendas que mais receberão recursos é puxada pelo União Brasil, formado da fusão entre os partidos DEM e PSL, que receberá R$ 782 milhões.
Na sequência, aparece o PT, que fará jus a R$ 503 milhões. MDB e PSD vêm em sequência com R$ 363 milhões e R$ 344 milhões, respectivamente.
Com esse valor do fundo eleitoral, daria para construir 40 mil residências populares e milhões de famílias seriam beneficiadas pelo novo Auxílio Brasil.
Boa parte da população não tem ideia que esse dinheiro é retirado da saúde, segurança, educação, ou seja, uma total inversão de prioridades.