O prefeito reeleito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), concedeu entrevista ao ND+ nesta segunda-feira (16). Gean avaliou o resultado expressivo na eleição e atribuiu a vitória ao trabalho dos quatro anos.
Gean e o candidato a vice, Topazio Neto (Republicanos), receberam 53,47% dos votos nesse domingo (15), conquistando o novo mandato já no 1º turno.
Reeleito em Florianópolis, Gean promete mais trabalho e entregas no segundo mandato. – Foto: Anderson Coelho/NDA vitória folgada na Capital do Estado credencia Gean para disputa ao Governo do Estado em 2022. O prefeito, no entanto, ainda não quer falar sobre o assunto.
SeguirQuestionado sobre a possibilidade de Topazio Neto assumir a prefeitura caso seja candidato ao governo, Gean disse que o foco é no mandato em Florianópolis. Ele disse, no entanto, que Topazio é um nome qualificado pela experiência no meio empresarial.
A eleição deste ano foi realizada com a região da Grande Florianópolis em nível gravíssimo de contaminação da Covid-19. O prefeito eleito disse que, para frear a pandemia na cidade, pretende aumentar a fiscalização. Ele descarta fazer lockdown.
Gean Loureiro também respondeu sobre a acusação de estupro durante a campanha. O democrata disse que este foi um processo difícil para ele, mas que tudo foi resolvido em família e a história foi superada.
Veja, a seguir, a íntegra da entrevista com Gean Loureiro para o ND+.
ND: Prefeito, ontem o senhor lavou a alma, foi eleito no 1° turno, portanto, fazendo mais votos que a soma dos seus adversários. A que atribui a ampla vitória?
Gean Loureiro: Eu atribuo a um trabalho de quatro anos na gestão em Florianópolis. Uma cidade que precisava ter a recuperação fiscal que teve, precisava retomar as obras, aguardava entregas há muito tempo na saúde, educação, infraestrutura. A população percebeu que em uma campanha, muito mais do que ter acomodação política de partidos, queria o resultado prático, e viu na administração esse resultado. Por isso, eu digo que o trabalho venceu a política nesta eleição.
ND: Esta eleição foi realizada com a região da Grande Florianópolis em nível gravíssimo de transmissão da Covid-19. O que fará para reverter o quadro atual da pandemia na cidade?
Gean: Estamos nos reunindo, semanalmente, com os prefeitos da região, os secretários municipais, o secretário estadual de Saúde e entendemos que as medidas, agora, devem ser de ampliação da fiscalização; garantia do atendimento dos protocolos sanitários; avançar ainda mais na realização de testes; e ter um monitoramento dos casos contaminados para evitar que os índices de transmissão voltem a subir.
Esse é o trabalho que será feito. Muitos falam em lockdown. Não são essas as alternativas, porque acontecem atividades clandestinas e acaba tendo mais risco. A região vem trabalhando de maneira integrada para, efetivamente, permitir o funcionamento, desde que siga todo o regramento e que tenha muita fiscalização.
Gean Loureiro acredita que lockdown não é melhor alternativa para conter a pandemia – Foto: Anderson Coelho/NDND: Durante a campanha o senhor disse que foi vítima de ataques baixos dos adversários no episódio da acusação de estupro. Como está o seu sentimento hoje em relação a esse assunto?
Gean: Isso é sempre muito dolorido, porque toda acusação injusta machuca, mas nós demonstramos de maneira clara que o aconteceu. Eu pedi desculpa para a minha família. Foi resolvido entre quatro paredes.
Agora, a armação política, o jogo sujo que foi feito, isso a Justiça vai comprovar um dia. É um episódio que passou. Respondo pelas minhas atitudes, mas também não aceito esse tipo de atitude na campanha. E, felizmente, o eleitor demonstrou que também não aceita mais armações políticas. O que ele avalia é a capacidade de gestão do candidato.
ND: Os partidos aliados ao senhor na majoritária fizeram 13 cadeiras na Câmara e outros eleitos não devem oferecer oposição ao senhor reunindo maioria? A Câmara também elegeu cinco mulheres e um mandato coletivo. Como avalia o resultado dos vereadores?
Gean: Tenho que dar os parabéns aos vereadores eleitos. Uma eleição com alto índice de abstenção, que gera surpresas no resultado. É natural uma renovação com percentual alto, isso vem acontecendo nos últimos anos, mas sabemos dialogar com o Legislativo.
Vamos continuar trabalhando. Inclusive, o PSDB só não teve o partido com a gente, mas os dois vereadores eleitos têm uma relação muito próxima com o governo, o que nos dá uma composição inicial de 15 vereadores.
Acho que nós temos que ter, de maneira clara, que as boas propostas podem ser apoiadas pelo Legislativo. E ter uma parcela de oposição também permite, eventualmente, correção de rumos. A oposição não é ruim, tem que acontecer. O que temos que ter é capacidade de dialogar com a Câmara.
ND: Depois do resultado de ontem, o senhor larga na frente para disputar o governo do Estado em 2022. Por que Topazio Neto é um nome habilitado à função?
Gean: Primeiro tenho que deixar muito claro que não estamos nem discutindo a eleição de 2022. Minha preocupação, agora, é poder continuar como prefeito e cuidar da cidade de Florianópolis. Eu tenho foco nisso e vou continuar.
O Topazio foi uma escolha técnica. Um empreendedor, que trabalha com dezenas de milhares de empregados, um empregador nato, com alto programa de qualificação nas suas empresas. Ele traz essa experiência no momento mais importante que precisamos, em que a geração de empregos vai ser uma das prioridades do nosso governo.
Reeleito na Capital, Gean ainda não quer falar sobre possível candidatura ao governo do Estado em 2022 – Foto: Anderson Coelho/NDND: Qual será a marca do seu segundo mandato?
Gean: Trabalho e entregas. Hoje visitei obras, dei ordem de serviço de manhã na marginal da Via Expressa. Essa semana temos outras ordens de serviço que vão ser realizadas. Tem licitações que estão se concluindo, como a da Via Expressa Sul, e outras obras que vão começar ainda esse ano. Ou seja, o governo não para.
É continuar trabalhando, cobrando muito, preparando para a temporada de verão, cuidando das questões relacionadas ao combate à Covid. São diversas prioridades. Hoje nos reunimos das 6h às 8h da manhã no colegiado, traçando o rumo de tudo que tem que fazer. Porque na verdade não parou, porque continuei prefeito durante a campanha.