Gean Marques Loureiro busca o cargo de governador de Santa Catarina depois de ser vereador, deputado estadual, deputado federal suplente e prefeito da Capital catarinense. Nascido em Florianópolis em 9 de outubro de 1972, tem 49 anos. Gean é advogado e administrador por profissão.
Graduado em Direito (UFSC) e Administração (Univali), Gean Loureiro cursou mestrado em Engenharia de Produção (UFSC). Na política, exerceu os mandatos de vereador de Florianópolis de 1992 a 1996, de 1996 a 2000, de 2000-2004, de 2004 a 2008 e de 2008 a 2011. Foi deputado federal suplente em 2011 e deputado estadual de 2015 a 2017.
Gean Loureiro, candidato a governador de Santa Catarina – Foto: Luana Gasperi/DivulgaçãoGean se elegeu prefeito de Florianópolis, atuando de 2017 a 2020 e de 2021 até este ano de 2022.
SeguirEm sua trajetória, passou pelos partidos PDT (1992-1996); PMDB/MDB (1996-2000/2008-2019); PSDB (2000-2008); DEM (2019-2022); União Brasil (2022-presente).
O candidato a governador também passou pela presidência da, até então, Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina), hoje IMA (Instituto do Meio Ambiente), em 2013, nomeado pelo ex-governador Raimundo Colombo.
Carreira política começou cedo
Desde cedo, Gean optou por seguir carreira política. Foi eleito o vereador mais jovem de Florianópolis em 1992, aos 19 anos.
Cumpriu cinco mandatos consecutivos na Câmara de Vereadores da Capital catarinense, até o ano de 2011.
Nas eleições de 2010, Gean candidatou-se a deputado federal e ficou com a terceira suplência.
Chegou a ocupar a cadeira na Câmara dos Deputados em duas oportunidades, em 2011.
Gean se elegeu deputado estadual em 2014 e deixou o cargo depois de conquistar a prefeitura de Florianópolis em 2016, sendo reeleito no primeiro turno de 2020.
Loureiro foi eleito vereador pela primeira vez pelo PDT. Seu segundo mandato foi pela sigla do PMDB.
Em 2000, mudou-se para o PSDB, partido que foi membro até 2008. Depois, retornou ao PMDB/MDB, até 2019. Foi para o DEM, até a fusão com o PSL e a criação do União Brasil em 2022, partido do qual é o presidente estadual.
A avaliação na pesquisa
Em dezembro de 2021, a gestão de Gean Loureiro na Prefeitura de Florianópolis foi avaliada em dez aspectos pelo Instituto Mapa.
O grau de desempenho do prefeito foi classificado como ‘Ótimo’ por 22%, ‘Bom’ por 36%, ‘Regular’ por 29%, ‘Ruim’ por 6% e ‘Péssimo’ por 5%. Os moradores deram uma nota de 6,7 para a gestão.
A aprovação de Loureiro foi de 72,1%. A área com a maior nota média de avaliação foi turismo, cultura e esporte, com 7,3. Por outro lado, mobilidade urbana e transporte tiveram a pior avaliação: 5,2.
Finanças
Em 2017, o orçamento da prefeitura fechou em R $1,5 bilhão e uma dívida de 600 milhões, parcelada.
Segundo o agora ex-prefeito, o saldo hoje é de R $400 milhões em caixa e a projeção de R $1 bi para obras em 2022.
O ITBI (Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis) representa 18% da receita municipal, que em 2021 representou R $61 milhões.
Os cidadãos da capital, hoje, têm inadimplência abaixo de 10% em suas contas.
Prisão
Em 2019, Gean Loureiro foi preso, temporariamente, pela Polícia Federal na Operação ‘Chabu’, que tinha como objetivo desarticular uma organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina.
Ele foi liberado após prestar depoimento. Em dezembro do mesmo ano, o relatório de conclusão da PF indiciou Loureiro e outras 16 pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, extorsão, contrabando e falso testemunho.
Em junho de 2020, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu, por unanimidade, não aceitar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso, por provas insuficientes.
Escândalo
Em outubro de 2020, durante a campanha eleitoral, uma ex-funcionária da prefeitura registrou um boletim de ocorrência acusando Gean Loureiro de suposto estupro.
Segundo ela, as relações sexuais à força teriam ocorrido em três episódios diferentes entre 2017 e 2019.
O ex-prefeito afirmou que teve relações extraconjugais com a funcionária, de forma consensual. Alegou ainda que as acusações seriam uma “armação eleitoral”.
Em fevereiro de 2021, a Polícia Civil de Florianópolis concluiu que não houve crime por não haver elementos que indicassem a prática de violência ou ameaça.
Em junho, o MPSC arquivou o inquérito que apurava a possibilidade de improbidade administrativa no caso. Foi assinado um acordo, em que Gean Loureiro pagou um valor de cerca de R$ 28 mil.
Confira a fan page do candidato.