O governador reeleito do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), articulam uma carta de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) assinada por ao menos cinco governadores.
Governadores reeleitos articulam carta de apoio à reeleição de Bolsonaro – Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG e Fernando Frazão/Agência BrasilAlém dos dois, os governadores reeleitos do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) também vão assinar o documento. Outro governador está conversando sobre o apoio ao presidente.
Nesta segunda-feira (4), Zema e Castro anunciaram formalmente adesão à campanha de reeleição de Bolsonaro, após reunião no Palácio da Alvorada.
SeguirIbaneis Rocha deve se reunir nesta quarta-feira (5) com Bolsonaro e também formalizar o apoio à reeleição do presidente. Ao R7, Ibaneis disse que uma reunião com apoiadores de Bolsonaro deve ser realizada na quinta, em Belo Horizonte.
Os apoios de Zema e Castro têm um grande peso na campanha, já que os Estados que governam são o segundo e o terceiro maiores colégios eleitorais do país, respectivamente.
Dos 15 governadores eleitos no primeiro turno, sete já anunciaram apoio à reeleição de Bolsonaro: além de Castro, Ratinho Júnior, Zema e Ibaneis, integram a lista de apoios Gladson Cameli (PP), do Acre, Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso, e Antonio Denarium (RR), de Roraima.
Apoios de Moro e Dallagnol
Além dos governadores, Bolsonaro ganhou apoio público do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, que foi eleito senador pelo Paraná pelo União Brasil. Em uma postagem nas redes sociais, Moro declarou que “[o ex-presidente] Lula não é uma opção eleitoral”.
A postagem de Moro foi compartilhada pelo ex-procurador e ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol, que foi eleito deputado federal pelo Podemos.
Logo após a divulgação dos resultados do primeiro turno da eleição, Dallagnol já havia anunciado apoio a Bolsonaro no segundo turno, listando os escândalos do mensalão, do petrolão e saque às estatais como alguns dos motivos para rejeitar a candidatura do ex-presidente Lula (PT).