O Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Florianópolis) afirmou que os servidores continuam em greve. De acordo com a Prefeitura da Capital catarinense, uma nova proposta foi enviada para a entidade. Em contrapartida, o Sindicato informou que a proposta “nem sequer cobre as perdas inflacionárias”.
As propostas foram apresentadas para o Sintrasem nesta segunda-feira (20). A Prefeitura divulgou em nota que “prevê reajuste acima da inflação para segmentos de servidores com salários mais baixos”.
Servidores da prefeitura de Florianópolis estão paralisados há seis dias – Foto: Sintrasem/Reprodução/NDSem um acordo, o desembargador Jaime Ramos, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), designou para a próxima sexta-feira (24), às 9h30min, uma audiência de conciliação entre o Sintrasem e a Prefeitura da Capital. A decisão ocorreu na ação movida pelo município em decorrência da greve dos servidores municipais, que teve início na última quarta-feira.
SeguirConforme informado pelo desembargador nesta terça (21), estão mantidos os termos da decisão liminar publicada na última sexta (17), quando foi determinado o restabelecimento integral de todos os serviços essenciais de educação, saúde e assistência social.
Confira as propostas da Prefeitura
Auxiliar de sala – o novo salário, junto com o novo vale-refeição, de acordo com a proposta feita pelo município, teria um reajuste de 28%, incluindo nova gratificação e pagamento do plano de cargo.
Auxiliar administrativo – com salário e vale, teria um aumento de 19%. Para a maioria dos professores – acima de 12% de reajuste.
Todas estas questões estavam na proposta apresentada pela Prefeitura na segunda-feira (20), durante mesa de negociação.
Na divulgação, a Prefeitura diz que está aberta ao diálogo e pede que os grevistas acatem a decisão judicial de retorno às atividades.
Folha de pagamento
De acordo com a municipalidade, a folha de pagamento da Prefeitura gira em torno de R$ 1 bilhão por ano, quase 50% de tudo que o município arrecada. Cada 1% que o Sindicato pede equivale a R$ 10 milhões.
Serviços prejudicados pela greve do sindicato
A Prefeitura informou que nesta terça-feira (21) a adesão geral dos profissionais da educação em greve foi de 18,7% e na saúde, de 16,4%. Do total de escolas, apenas duas creches estão sem atendimento. Na saúde, UPAs e Samu seguem sem adesão.
Já o sindicato afirmou que a adesão é de 70% de serviços interrompidos entre educação, assistência social e outros setores.