Guedes diz que não apoia eventual tentativa de furar teto de gastos

Segundo o ministro, país foi obrigado a gastar mais recursos com saúde em 2020 devido à pandemia de coronavírus

Foto de Agência Brasil

Agência Brasil Brasília

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Após reunião realizada com o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta terça-feira (11), o ministro da Economia, Paulo Guedes disse que não apoia medidas para que o governo brasileiro fure o teto de gastos limite estabelecido na Constituição em 2016 para impedir o aumento de despesas no Orçamento que será elaborado para o ano seguinte.

Paulo Guedes disse nesta terça (11) que não vai haver apoio a política de fura-teto – Foto: Wilson DIas/Agência BrasilPaulo Guedes disse nesta terça (11) que não vai haver apoio a política de fura-teto – Foto: Wilson DIas/Agência Brasil

Guedes reafirmou que não há apoio para uma eventual tentativa de furar o teto de gastos do governo para garantir investimentos públicos no país. “Não haverá nenhum apoio do ministério da Economia a fura-tetos. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com ministro fura-teto”, disse.

O ministro também afirmou que o país foi obrigado a gastar mais recursos com saúde neste ano devido à pandemia da Covid-19, mas que o padrão de gastos não pode ser mantido em 2021.

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“Se nós tentamos ano seguinte seguindo com o padrão de gastos, nós vamos para o caos. Os conselheiros do presidente [Bolsonaro] que estão aconselhando a pular a cerca e furar-teto vão levar o presidente para uma zona de incerteza, para uma zona sombria, zona de impeachment, zona de irresponsabilidade fiscal, e o presidente sabe disso. O presidente tem nos apoiado”, afirmou.

Equilíbrio fiscal

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também defendeu o equilíbrio fiscal e disse que os investimentos devem vir do corte de despesas públicas.

“Nossa decisão de estar aqui falando em conjunto é para mostrar para a sociedade brasileira, para o governo brasileiro, para o Legislativo brasileiro que nós queremos encontrar caminhos para melhorar a qualidade do gasto público, mas não será furando o teto de gastos. Não há jeitinho para resolver os problemas de gasto público no Brasil. Só tem um jeito, é reformar o Estado brasileiro”, disse Maia.

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