O Papa Francisco defendeu uma reforma das Nações Unidas, que “demostrou seus limites” diante da pandemia e da guerra na Ucrânia, segundo trechos de um novo livro do pontífice, publicados pelo jornal italiano La Stampa neste domingo (16).
Papa Francisco disse que Conselho de Segurança da ONU precisa de agilidade e eficácia na prevenção de conflitos – Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/NDIntitulado “Peço-vos em nome de Deus. Dez orações para um futuro de esperança”, o livro será publicado na próxima terça-feira (18), na Itália.
“Quando falamos de paz e segurança em nível mundial, a primeira organização em que pensamos é a ONU e, em particular, seu Conselho de Segurança”, afirma o argentino em seu novo livro.
Seguir“A guerra na Ucrânia destacou mais uma vez a necessidade da atual estrutura multilateral de encontrar formas mais ágeis e eficazes de resolver conflitos”, avalia Francisco.
“Em tempos de guerra, é fundamental afirmar que precisamos de mais multilateralismo, e um multilateralismo melhor”, acrescenta o Papa.
“O mundo de hoje não é mais o mesmo” de logo após a Segunda Guerra Mundial, e as instituições internacionais devem ser “fruto do maior consenso possível”, argumenta.
“A necessidade dessas reformas ficou ainda mais evidente após a pandemia, quando o atual sistema multilateral demonstrou todos os seus limites. Com a distribuição de vacinas, tivemos um exemplo claro de que às vezes a lei do mais forte pesa mais que a solidariedade”, lamenta Francisco.
Por isso, pede “reformas orgânicas, para que as organizações internacionais recuperem sua vocação primordial de servir a família humana”.
O Sumo Pontífice também se apresentou como defensor da “segurança integral”, que consiste em garantir todos os direitos (econômicos, sociais, alimentares, de saúde), e que deve ser a bússola que norteia as decisões das instituições internacionais.