Hacker pode ter sido usado para municiar vereador que tenta impedir instalação de CPI

O mais novo capítulo de um da guerra política de Urussanga, no Sul de SC, foi revelado em Boletim de Ocorrência feito na noite desta segunda-feira (20).

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Após o afastamento do prefeito de Urussanga, Gustavo Cancellier (PP), em 20 de maio de 2021, e com o acesso do vice-prefeito Jair Nandi (PSD) à chefia do Executivo, a pasta estratégica de chefia de gabinete e Secretaria de Administração foi assumida por Andresa Baldassar dos Santos. Nesta segunda-feira (20) ela compareceu à Delegacia de Polícia para denunciar o uso de informações pessoais por vereadores aliados do prefeito para coagir vereadores a votarem contra a instalação de uma CPI que pode levar o prefeito à cassação.

Prefeito Gustavo Cancellier, de Urussanga está na mira de cassação pela Câmara de Vereadores. – Foto: DivulgaçãoPrefeito Gustavo Cancellier, de Urussanga está na mira de cassação pela Câmara de Vereadores. – Foto: Divulgação

Cancellier foi afastado em 2021 por suspeição de irregularidades cometidas na administração pública e apuradas pela Polícia Federaal na chamada Operação Benedetta.  No dia 14 de junho último ele retornou ao cargo por força de decisão liminar exarada pela Justiça Federal em regime de plantão.

No mesmo dia de retorno de Cancellier os vereadores de oposição apresentaram novo pedido de instalação de uma CPI que pode levar o prefeito à cassação do mandato. Na mesma data a secretária Andresa Baldassar dos Santos garante ter deslogado todas as suas contas dos computadores prefeitura.

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Na tarde desta segunda-feira (20), entretanto, segundo ela denunciou em Boletim de Ocorrência, informações suas foram usadas como argumento de coação contra vereadores para tentar impedir a instalação da CPI. Ela quer saber como “hackearam” as suas contas.

Ela conta que no último sábado ao acessar a sua conta de whatsapp percebeu que havia alguém na conta. Nesta segunda-feira teriam aparecido pelo menos 432 minutos de conversas em áudios, vídeos e mensagens, entre elas muitas conversas com pessoas do governo, inclusive os vereadores procurados.

As conversas teriam sido usadas, segundo o BO, por pessoas que ela identificou à polícia na apresentação da denúncia, mas cujos nomes não irá relatar à imprensa por não ter imunidade. Acrescenta que a revelação dos detalhes destas conversas teriam sido usadas durante uma reunião de uma das comissões permanentes da Câmara de Vereadores de Urussanga.

Nesta terça-feira (21) a Câmara de Vereadores de Urussanga voltará a analisar o pedido para instalação de uma comissão processante cujo caminho final pode ser a cassação do prefeito Gustavo Cancellier.