Haddad cobra Congresso por discussão de medidas econômicas

O ministro Haddad citou o Congresso após dizer que uma das causas responsáveis pelo contingenciamento de recursos foi a não compensação da desoneração da folha de pagamento das empresas

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Tatiana Azevedo Brasília

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Ministro Fernando Haddad pode ser opção do PT para disputar vaga no Senado – Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilMinistro Fernando Haddad pode ser opção do PT para disputar vaga no Senado – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao divulgar um contingenciamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento deste ano, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Congresso deve aproveitar a agenda mais livre, em ano não eleitoral, para avançar em temas importantes para a economia brasileira.

O ministro Haddad citou o Congresso após dizer que uma das causas responsáveis pelo contingenciamento de recursos foi a não compensação da desoneração da folha de pagamento das empresas, que isenta 17 setores produtivos da economia, e que foi uma batalha entre Congresso e Judiciário no ano passado.

O Governo resistiu à prorrogação do benefício, e até judicializou a questão no Supremo Tribunal Federal, mas a renúncia, segundo o ministro Haddad, é de cerca de R$ 25 bilhões. Outros fatores que aumentaram as despesas do governo, e foram usadas como justificativa para o bloqueio de recursos anunciado nesta quinta-feira (22) foram fatores internos e aumento de despesas com a Previdência Social.

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Proposta que prevê o fim da escala 6×1 ultrapassa número necessário de assinaturas e vai à discussão na Câmara dos Deputados – Foto: Pedro França/Agência Senado/ Reprodução/ NDProposta que prevê o fim da escala 6×1 ultrapassa número necessário de assinaturas e vai à discussão na Câmara dos Deputados – Foto: Pedro França/Agência Senado/ Reprodução/ ND

Congresso discute isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

Entre as medidas econômicas que Haddad cobrou do Congresso está a questão da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais, medida tida como prioritária para o governo como forma de garantir maior justiça tributária.

A Câmara dos Deputados instalou comissão especial para tratar do tema, e já realizou audiências com especialistas para elaborar um texto. A expectativa, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), é aprovar o texto até o final de setembro, para que a matéria possa ser avaliada pelo Senado e promulgada pelo presidente Lula a tempo de entrar em vigor já em 2026.

Lutaremos até 31 de dezembro pela meta fiscal, diz Haddad

Sobre a expectativa de manter o equilíbrio das contas do governo, e garantir o ajuste fiscal, o ministro Haddad afirmou que a meta é lutar até 31 de dezembro para entregar “perto do zero”.

“Vamos continuar nessa batalha, com sabedoria e delicadeza, sensibilidade política e determinação necessária para trazer bem estar para a sociedade brasileira”, garantiu o ministro.

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