Paulo Cesar da Luz paulo.cesar@ndtv.com.br

Com mais de 20 anos de experiência em comunicação, traz para a coluna uma análise detalhada sobre os movimentos da política nacional e os bastidores do poder.

Hugo Motta acusa governo de gastar mais do que arrecada e sinal de distanciamento de Lula

Em crítica velada ao IOF, Hugo Motta diz que governo federal não é vítima, mas sim autor no excesso de gastos públicos e condenou novos impostos no Brasil

Receba as principais notícias no WhatsApp
Hugo MottaHugo Motta diz que governo gasta mais do que arrecada e que não é vítima, mas autor da crise – Foto: Kayo Magalhaes/ND

Um bom dia indigesto para o governo nesta segunda-feira (26). O presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) não poupou críticas à gestão de Lula (PT) ao relembrar uma fala quando assumiu a presidência: “O Estado que gera riqueza – consome e quem paga essa conta é a sociedade”.

O texto faz parte de uma publicação feita por Hugo Motta na internet. No texto, o deputado também afirmou que a Câmara tem ajudado com a aprovação de projetos do Executivo. Motta reforçou que continuará dessa forma, mas não deixou de cutucar o governo federal. “Mas quem gasta mais do que arrecada não é vítima, é autor.” Pontuou.

Ainda seguiu ao dizer que o Poder Executivo não pode gastar sem freio e que o caminho não é instituir mais impostos. Finalizou com alerta de controle do desperdício e pediu pela manutenção do trabalho em harmonia.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O que motivou a crítica de Hugo Motta

A publicação de Hugo Motta se refere a nova regra que o governo federal quer implantar com readequação da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que mais uma vez pesará no bolso do brasileiro.

Hugo MottaHugo Motta critica aumento de impostos e alerta governo federal – Foto: Reprodução redes sociais

O assunto que deve repercutir ainda mais no cenário político já demonstra desgaste com o presidente da Câmara, Hugo Motta e que Lula terá dificuldade de apoio, sobre ampliar impostos para alcançar as metas em 2026.

As medidas impostas pelo governo federal sobre o IOF, geraram manifestações negativas, tanto no Congresso Nacional, quanto no setor empresarial. A inciativa privada se mobiliza para barrar os reajustes.