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Indígena quer ser mais parecido conosco, diz governador de SC

Governador Jorginho Mello disse que irá a Brasília para conversar novamente com os ministros do STF, de “forma respeitosa"

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O governador Jorginho Mello voltou a comentar sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que rejeitou a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Ele lamentou a derrota e que Santa Catarina tem dado contrapartida aos povos originários.

Governador Jorginho Mello diz que SC corre risco de caos social – Foto: Eduardo Valente/SECOM/NDGovernador Jorginho Mello diz que SC corre risco de caos social – Foto: Eduardo Valente/SECOM/ND

“Devolver para eles dignidade, não precisa fazer demarcação de terra. Infelizmente a gente perdeu o jogo do marco temporal. Eu fui em todos os ministros (STF), de forma muito sincera e humilde. Dizer que em Santa Catarina estamos dando contrapartida para os indígenas”.

“Ele não quer mais terra, ele quer mais conforto, ele quer ser mais parecido conosco, nas coisas boas que a sociedade oferece”.

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O caso que originou o recurso está relacionado a um pedido do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) de reintegração de posse de uma área localizada em parte da Reserva Biológica do Sassafrás (SC), declarada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) como de tradicional ocupação indígena.

Governador prevê caos

O governador chegou a comparar os efeitos de demarcar uma terra no Mato Grosso com Santa Catarina. “Uma reserva indígena, afeta um fazendeiro (no Mato Grosso). Aqui é um caos social. A BMW (fábrica) em Araraquari é em reservar indígena. A cidade de Cunha Porã, a metade da cidade se levar para o outro lado vai ser indígena”, citou.

Segundo ele, deverá ir a Brasília para começar a falar novamente com os ministros do STF, de “forma respeitosa, na modulação, para ver como a gente sai disso. Mas tem gente que não quer vender por nada. Ele não quer vender a sua pequena propriedade. Vamos achar caminhos para não desalojar e criar um caos.”