A exemplo do que vem ocorrendo em entrevistas e na propaganda eleitoral gratuita, os problemas de infraestrutura e de saúde pública predominaram como os mais polêmicos durante o debate da NDTV, realizado na tarde deste sábado (24), sob o comando da jornalista Márcia Dutra.
Último debate na NDTV com candidatos ao governo de SC – Foto: NDMaisVários candidatos trataram do tema, mas a ênfase foi dada por Odair Tramontin, do Partido Novo, que definiu a situação das rodovias estaduais no este como “colapso”.
Citando estudos técnicos recentes da Fiesc, afirmou que 67% das rodovias estaduais estão em estado ruim, regular e péssimo.
SeguirNo contraponto, o candidato Carlos Moisés contestou os dados, dizendo que seu governo atacou este problema e que hoje 30% das estadas é que estão ruins ou péssimas.
A questão da saúde pública foi atacada pelo candidato Ralf Zimmer, retomando as críticas que vem fazendo ao adversário pelas mortes infantis e pelo uso do avião ambulância dos Bombeiros Militares para viagens particulares.
Fundão
Entre os oito candidatos que participaram do debate, outro ponto em debate foi o dos recursos públicos para campanhas eleitorais.
Os candidatos Odair Tramontin e Jorge Boeira criticaram várias vezes os valores usados pelos partidos com dinheiro do contribuinte na atual campanha.
Tramontin destacando que o Partido Novo não usa um único real em todas as campanhas, que ele mesmo dirige seu carro, e que considera um absurdo a destinação de quase 5 bilhões de reais só pelo Fundo Eleitoral, enquanto o orçamento da União prevê apenas 7 bilhões para recuperação e manutenção de rodovias federais.
Jorge Boeira, do PDT, afirmou que também abriu mão do Fundão vergonhoso e que todos os candidatos deveriam fazer o mesmo.
O debate indicou que os candidatos Gean Loureiro, do União Brasil, e Carlos Moisés, do Republicanos, estão trocando escaramuças não só na propagando eleitoral, como também nos debates.
É indicativo de que, se os analistas dos comitês estão certos, Loureiro e Moisés lutam pela segunda vaga no segundo turno, partido do princípio de que a liderança seja de Jorginho Melo, vinculado ao 22 de Jair Bolsonaro.
A disputa entra na reta final embolada entre cinco candidatos principais, com falta de dados confiáveis para sinalizar quem vai para o segundo turno.