Alunos e egressos da Faculdade Ielusc, assim como integrantes de grupos sociais de Joinville, no Norte de Santa Catarina, realizaram uma manifestação no pátio da instituição na noite de terça-feira (18).
Alunos fizeram manifestação contra demissão de professora em Joinville – Vídeo: Internet/Reprodução
Eles são contrários à demissão da antropóloga e professora Maria Elisa Máximo, ocorrida depois que a profissional fez uma publicação em seu perfil em uma rede social após o primeiro turno das eleições. Na ocasião, ela se posicionou contra o candidato à reeleição para presidente Jair Bolsonaro (PL) .
SeguirA profissional foi demitida na terça-feira (18), mas já estava afastada desde o início deste mês. À época, o Ielusc informou que os funcionários estavam orientados a “evitar que posicionamentos pessoais possam ser vinculados como sendo da instituição educacional, sobretudo na sala de aula ou em mídias e grupos acessados por estudantes e/ou pais”.
Durante o protesto, os manifestantes estiveram no pátio e também entraram em um dos prédios da instituição, como mostram vídeos divulgados na internet. Contudo, não entraram na igreja que fica no mesmo local, onde era celebrado um culto que acabou interrompido. Os manifestantes também não tiveram acesso ao sino.
A Polícia Militar foi acionada e reforçou que “a manifestação existiu, mas sem agressões ou danos ao patrimônio”. Além disso, informou que não foi acionada pela faculdade e que acompanhou a dispersão dos manifestantes.
A professora Maria Elisa Máximo era profissional da instituição havia 15 anos. Além de professora, ela também dirigia a Coordenação de Ação Comunitária e de Responsabilidade Social e Ambiental.
Em nota, a Associação Brasileira de Antropologia repudiou o que considera “perseguição política e profissional”. “Tal perseguição, tanto na sua dimensão institucional a partir da decisão da faculdade, quanto nas agressivas manifestações no espaço virtual, é inaceitável em um Estado Democrático de Direito; e viola o direito à livre expressão”, diz um trecho.
A reportagem do ND+ procurou a professora, mas ela não respondeu até o fechamento desta matéria. A Faculdade Ielusc também foi contatada e disse que não vai se manifestar.
Na noite desta quarta-feira (19), pais e alunos planejam uma manifestação a favor da instituição.