Os chefes do Kremlin ordenarão um ataque à Ucrânia às 3h, horário local, nessa quarta-feira (16), acreditam as agências de inteligência americanas. Os centros de comando e controle militares e governamentais da Capital ucraniana Kiev poderão sofrer uma enxurrada de ataques aéreos antes que os tanques russos cruzem a fronteira.
Invasão russa na Ucrânia já tem data com ataque de mísseis e tanques – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/NDAo mesmo tempo, navios de guerra russos poderão invadir a costa sul da Ucrânia. A secretária de Relações Exteriores, Liz Truss, alertou ainda que uma invasão russa “não pararia na Ucrânia”. As informações são do portal Mirror, do Reino Unido.
A Europa pode estar a apenas algumas horas de uma guerra total na Ucrânia, apesar dos últimos movimentos diplomáticos e uma possível retirada de tropas por Moscou. A notícia ameaçadora chega horas depois que a Rússia retirou forças da fronteira com a Ucrânia.
SeguirFontes de alto escalão disseram que um ataque de Moscou sairia “de vários pontos” sobre os flancos sul, leste e norte da Ucrânia. A fonte americana sênior alertou a equipe do Mirror em Kiev com uma simples mensagem de uma linha dizendo: “3am quarta-feira”.
A Grã-Bretanha alertou que uma invasão russa da Ucrânia é altamente provável, pode ser iminente e representaria uma ameaça à estabilidade mais ampla da Europa. A Rússia tem mais de 126 mil soldados concentrados perto da fronteira leste da Ucrânia.
Também tem 80 mil soldados leais a Moscou na Bielorrússia ao norte e milhares de fuzileiros navais a bordo de navios de guerra no Mar Negro, ameaçando a costa sul da Ucrânia.
Líderes políticos russos negam as acusações ocidentais de que estão planejando invadir, mas dizem que poderia tomar uma ação “técnico-militar” não especificada, a menos que uma série de demandas sejam atendidas, incluindo impedir Kiev de ingressar na aliança da Otan.
O presidente Putin negou com frequência que estivesse planejando uma invasão e culpou o Ocidente por vender uma narrativa falsa, apesar das manobras militares de seu país espelharem os preparativos para um ataque.
“Otimismo prudente”
Nesta terça-feira (15), o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a Rússia está dando a entender que deseja dialogar, o que gera um “otimismo prudente”, mas destacou que ainda não há sinais concretos de desescalada na fronteira com a Ucrânia.
Stoltenberg explicou, durante uma entrevista coletiva em Bruxelas, na Bélgica, que as tropas russas deixaram na área equipamentos pesados e infraestrutura militar, e que isso permitiria um rápido retorno das tropas às proximidades da fronteira.
Sendo assim, o secretário-geral da Otan acrescentou que “até agora não vimos uma desescalada, nem vimos sinais de redução da presença militar da Rússia nas fronteiras da Ucrânia”.
“Acreditamos que há espaço para um otimismo prudente, há sinais da parte de Moscou sobre seu interesse em manter os esforços diplomáticos”, disse Stoltenberg, para quem a transferência de tropas russas da fronteira não representa uma desescalada real. “Vamos continuar monitorando e acompanhando de perto tudo que a Rússia está fazendo”, completou.
Com informações do Portal R7 e AFP.