O ministro dos Portos, Márcio França, decidiu criar um grupo de trabalho misto, integrado por 3 representantes do município de Itajaí e 3 do Ministério, para elaborar uma proposta visando o lançamento de novo edital sobre o futuro do Porto de Itajaí.
Porto esvaziado pela indecisão do governo federal – Foto: DivulgaçãoDurante audiência com o prefeito Volnei Morastoni(MDB), presentes os senadores Esperidião Amin e Ivete Silveira, os deputados Carlos Chiodini e Jorge Goetten, o ministro defendeu a tese de uma autoridade portuária híbrida, integrada pela Prefeitura e pelo Ministério.
Justificou a proposta, alegando que o governo federal tem interesse em investir na ampliação e melhorias do Porto de Itajaí, considerado estratégico para a economia catarinense e brasileira.
SeguirDe acordo com informações do prefeito Volnei Morastoni, a situação indefinida, um verdadeiro limbo em que se encontra o porto, poderá ter luz no fim do túnel com este grupo de trabalho especial. O prazo de 30 dias para o grupo animou os presentes na audiência.
Morastoni sempre defendeu autoridade portuária pública municipal, mas admite uma forma híbrida. Alega que o sistema hidroviário de Itajaí tem outros oito berços de atracação e múltiplos interesses.
E sustenta que toda a operação portuária é privada, hoje com a APM, e assim deverá continuar com o novo modelo.
O edital anterior foi suspenso em meados do ano passado por interferência do TCU, gerando instabilidade jurídica com a concessionária que opera no porto.
Neste período houve uma dramática redução nas operações portuárias. A autoridade portuária procura recuperar algumas linhas internacionais, tendo mantido contatos em Seul com o grupo Hyundai.