Jair Messias Bolsonaro concorre à reeleição na presidência da República. O militar nascido em 21 de março de 1955, em Glicério, interior de São Paulo, foi registrado em Campinas, no mesmo ano.
Tem 66 anos e sua formação foi na AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras) em 1977, ano em que concluiu o curso de paraquedismo.
Jair Bolsonaro, candidato à reeleição na Presidência da República – Foto: Marcos Correa/NDBolsonaro foi vereador do Rio de Janeiro de 1988 a 1991 e depois elegeu-se deputado federal por sete mandatos, até 2018, quando venceu as eleições para presidente da República.
SeguirEm seus mandatos, Bolsonaro transitou por oito partidos diferentes, até chegar ao atual, o PL. São eles o PDC (1989-1993); PP (1993); PPR (1993-1995); PPB (1995-2003); PTB (2003-2005); PFL (2005); PP (2005-2016); PSC (2016-2018); PSL (2018-2019); PL (2021-presente).
O candidato à reeleição estudou na Escola de Educação Física do Exército, onde se tornou mestre em saltos, em 1983. Em 1987 cursou a Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais. Deixou o Exército em 1988, ano em que se elegeu vereador no Rio de Janeiro.
Facada
Na sua primeira campanha para a presidência da República sofreu um ataque com faca em Juiz de Fora (MG) que lesionou a região intestinal.
A lesão perfurocortante causou o afastamento da campanha, mas não o impediu de se eleger, em segundo turno, com 57.797.847 milhões de votos válidos (55,13%) contra Fernando Haddad (PT) e seus 47.040.906 milhões de votos válidos (44,87%).
Pandemia
Seu mandato foi marcado pela disseminação da Covid-19 e a declaração de pandemia mundial pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Líderes de países e cientistas discutiam sobre as soluções para conter a contaminação quando Bolsonaro começou a citar a hidroxicloroquina (fármaco usado na prevenção e tratamento de malária sensível à cloroquina) numa live em março de 2020.
Evidências científicas, aos poucos, mostraram a ineficiência do fármaco para a Covid-19.
Por discordâncias com as ações governamentais relacionadas à saúde, provocou a saída de dois ministros da saúde: Luiz Henrique Mandetta, demitido em abril de 2020 e Nelson Teich, que entregou o cargo em maio do mesmo ano.
Sérgio Moro
O governo Bolsonaro destacou-se por outra saída de ministro. Na pasta da Justiça, Sérgio Moro entregou o cargo após a exoneração do então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, por ordem presidencial, ato que teria ferido a “carta branca” dada ao ex-juiz.
Pedidos de impeachments
Desde o início de seu governo, Bolsonaro foi alvo de mais de 140 pedidos de impeachments.
A mesa diretora da Câmara dos Deputados não fez análise dos requerimentos, nem os arquivou.
A medida foi usada, em 2021, pelo próprio presidente contra o ministro do STF Alexandre de Moraes por, supostamente, extrapolar com atos os limites constitucionais.
O requerimento foi rejeitado e arquivado pela presidência do Senado, menos de uma semana depois.
Confira a fan page do candidato.