Jorginho Mello perde ação na Justiça contra ex-governador de SC que o acusou de lobby

Atual governador de Santa Catarina, Jorginho Mello pedia indenização por danos morais em falas de Carlos Moisés, então chefe do Executivo catarinense, durante debate eleitoral de 2022

Foto de Vivian Leal

Vivian Leal Florianópolis

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O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) considerou improcedente a ação movida pelo atual governador do estado, Jorginho Mello (PL), por danos morais contra o ex-chefe do Executivo, Carlos Moisés (Republicanos). A causa foi ajuizada após declarações de Moisés durante debate eleitoral em setembro de 2022.

Ação de Jorginho Mello contra Carlos Moises é considerada improcedente pelo Tribunal de JustiçaAção de Jorginho Mello contra Carlos Moises é considerada improcedente pelo Tribunal de Justiça – Foto: Eduardo Valente/ Divulgação/ ND; Anderson Coelho/ ND

Jorginho Mello acusa Carlos Moisés de calúnia durante debate

O portal ND Mais mostrou, em 2023, que o ex-governador, Carlos Moisés, tornou-se réu após acusar o então candidato ao Governo de Santa Catarina, Jorginho Mello, por suposto lobby em um contrato milionário.

As falas foram proferidas durante o debate que antecedeu as eleições de 2022. Moisés declarou que foi procurado por Jorginho, durante a campanha, para “não mexer em um contrato público”, firmado para manutenção do sistema prisional de Lages.

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O então governador rescindiu o contrato e firmou um novo, no valor de R$ 50 milhões — metade do cobrado no acordo anterior. No dia seguinte às falas, Moisés foi denunciado por calúnia eleitoral. Na ação, Jorginho pedia indenização de R$ 40 mil.

TJSC diz que causa é “improcedente”

No julgamento do mérito, o titular do Juizado Especial Cível da Comarca da Capital, juiz Marcelo Carlin, afirma que “o relevante para o julgamento do presente processo é que o fato (diálogo sobre contratos terceirizados) aconteceu e a revelação dele era do interesse público”.

O magistrado completa, ainda, justificando improcedência da ação porque “o réu (Moisés) não inventou uma fake news para atacar a honra do autor” e que, baseado na “liberdade de expressão/crítica (pressuposto do Estado Democrático)”, Moisés agiu no exercício do seu direito e não houve violação à imagem de Jorginho.

Carin ainda destaca, em sua decisão, que é “desnecessário explicar a importância dos debates políticos modernos para o fortalecimento da Democracia”.

A decisão foi publicada nessa segunda-feira (12) e ainda cabe recurso à acusação.