O governador Jorginho Mello (PL) repetiu várias vezes nos discursos que proferiu na Assembleia Legislativa, ao tomar posse, e no Centro Administrativo, ao anunciar parte do secretariado, que o compromisso a partir de agora é com as pessoas, com os catarinenses.
Novos secretários prestam juramento coletivo – Foto: Moacir PereiraPediu união e muito trabalho aos secretários empossados no Teatro Pedro Ivo Campos, pediu um convívio forte para a nova cruzada e confessou que vivia “o dia mais importante de minha vida”.
Afirmou que iria comandar “um timaço”, referindo-se à qualidade técnica e politica dos secretários ali nomeados e empossados.
Seguir– Santa Catarina tem pressa- voltou a enfatizar, a partir da situação dramática vivida pela população na saúde, na educação e na infraestrutura.
Pediu solução rápida a secretária da Saúde, Carmem Zanotto, para atacar a fila de cirurgias eletivas. Apelo ao secretário Aristides Cimadon para políticas de formação profissional no ensino médio e a adoção da faculdade gratuita para todos no segundo semestre de janeiro.
Criticou “as escolas largadas”, as escolas onde chove dentro e aquelas com ar condicionado encaixotados há dois anos porque não há fiação elétrica adequada.
Citou o novo presidente da Casan, Laudelino Santos, para pedir ações concretas de proteção do meio ambiente.
– A função do Estado não é interditar as praias para o verão! E o que foi feito entre abril e setembro para evitar a poluição? – indagou.
Ao secretário da Agricultura, Valdir Colatto, pediu atenção especial aos micro e pequenos agricultoras, sobretudo, em relação ao seguro, para evitar os prejuízos que tem com adversidades climáticas.
O novo secretário da Defesa Civil, deputado Coronel Armando recebeu uma missão prioritária: a de fazer um raio X da situação de cheias em Santa Catarina para adoção de medidas preventivas.
Pediu ao secretário da Administração Prisional, Jeferson Cardoso, projetos para priorizar atividade laboral nas penitenciárias e melhoria dos presídios, citando o exemplo da Penitenciária de Curitibanos, onde os presos fabricam colchões e sofás. Sugeriu acordos com as prefeituras para que os presos possam limpar os jardins, desobstruir os bueiros, etc.
O governador falou muito em governar para as pessoas, em agilizar medidas de desburocratização e de ouvir todas as regiões de Santa Catarina.