O julgamento de Sérgio Moro (União Brasil-PR) será retomado nesta quarta-feira (3), no TRE-PR (Tribunal Regional do Paraná). O voto que abre a sessão é do juiz José Rodrigo Sade, indicado por Lula para a vaga no tribunal.
O juiz José Rodrigo Sade foi indicado para a vaga no tribunal em 6 de março pelo atual presidente – Foto: TRE-PR/Divulgação/NDA votação começou nesta segunda-feira (1º) com o voto do relator Luciano Carrasco Falavinha Souza contrário à cassação de Moro. Segundo o desembargador, não há indícios de abuso de poder econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação durante a pré-campanha de Moro em 2022.
Conforme o magistrado, as despesas do senador durante a pré-campanha à Presidência devem ser diferenciadas dos gastos feitos quando ele se candidatou ao Senado.
Seguir“Para que fosse possível concluir que o investigado extrapolou o limite de gastos porque usou da frustrada candidatura presidencial para se cacifar para o Senado no Paraná, era imprescindível que, desde o início, a intenção seria concorrer no estado do Paraná”, disse Falavinha.
Após o voto do relator, o juiz José Rodrigo Sade pediu mais tempo para votar e a sessão foi adiada para esta quarta. Sade foi indicado pelo presidente Lula em 6 de março para assumir uma vaga no TRE-PR.
Qual a ordem de votação no julgamento de Moro
- juiz José Rodrigo Sade;
- juíza Cláudia Cristina Cristofani;
- juiz Julio Jacob Junior;
- juiz Anderson Ricardo Fogaça;
- juiz Guilherme Frederico Hernandes Denz;
- e juiz e presidente do TRE-PR Sigurd Roberto Bengtsson
Entenda acusação contra Moro
Moro é acusado de abuso de poder econômico. No caso do senador do Paraná, o processo é referente ao uso de recursos não contabilizados — conhecido como caixa 2 — e manipulação de meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2022.
Sergio Moro é acusado de exceder os gastos durante a campanha eleitoral em 2022 – Foto: Foto: Agência BrasilAs acusações partiram do Partido Liberal (PL) e da Federação Brasil da Esperança, que inclui PCdoB, PV e PT. Os grupos argumentam que Moro teve despesas consideradas excessivas em sua campanha.
As ações judiciais solicitam a cassação do mandato de Moro, sua inelegibilidade por oito anos e a realização de novas eleições para o Senado no Paraná.
Além disso, foi apontado um desequilíbrio no pleito eleitoral, tendo em vista sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Podemos, antes de filiar-se ao União Brasil e concorrer ao Senado.