Julgamento que decide cassação de Jorge Seif é adiado no TSE

Votação no TSE determina se Seif é culpado por abuso de poder econômico durante a campanha pré-eleitoral para o Senado

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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O julgamento que determina a cassação ou não do senador catarinense Jorge Seif (PL) que começou nesta quinta-feira (4) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi adiado para o dia 16 de abril.

foto mostra senador jorge seif falar em microfones com as mãos para cimaSenador Jorge Seif tem o risco de perder o mandato – Foto: Roque de Sá/Agência Senado/ND

O julgamento foi adiado pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Após a manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral), o também ministro do STF (Supremos Tribunal Federal) informou o adiamento e explicou o porquê.

“Em virtude de não ser possível terminarmos antes do meio-dia nem o voto do relator nem os debates, eu vou suspender o julgamento, e ele retornará dia 16/04, e aí nós poderemos encerrá-lo”, disse Moraes.

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Jorge Seif já foi absolvido no TRE-SC

O processo foi movido pela coligação ‘Bóra Trabalhar’ (União-PSD-Patriota) e pelo ex-governador Raimundo Colombo (PSD).

No final de 2023 ele chegou a ser absolvido no TRE-SC (Tribunal Regional de Santa Catarina), que julgou os pedidos de cassação improcedentes e entendeu que não havia provas suficientes para demonstrar a gravidade das condutas de abuso de poder econômico.

Na época, concluiu-se que a eleição dele se deu pela “onda bolsonarista” em SC e não por influência direta de um empresário catarinense em sua campanha.

Após a decisão do TRE-SC, a coligação ‘Bora Trabalhar’ apresentou recurso ordinário junto ao TSE pedindo a reforma da sentença da Corte Regional.

Em março deste ano, o vice-procurador-geral da República Alexandre Espinosa emitiu parecer determinando a cassação do mandato da chapa eleita para o Senado em SC, no pleito de 2022.

Quem são os ministros que votam no julgamento do senador

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    Ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar no caso no caso Marielle Franco - Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar no caso no caso Marielle Franco - Marcelo Camargo/Agência Brasil
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    Ministro Floriano Marques - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
    Ministro Floriano Marques - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
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    Ministro André Ramos - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
    Ministro André Ramos - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
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    Ministra Maria Isabel Gallotti - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
    Ministra Maria Isabel Gallotti - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
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    Ministra Carmem Lúcia - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
    Ministra Carmem Lúcia - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
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    Ministro Raul Araújo - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
    Ministro Raul Araújo - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
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    Ministro Nunes Marques - LUIZ ROBERTO/TSE/ND
    Ministro Nunes Marques - LUIZ ROBERTO/TSE/ND