Júlio Garcia contesta denúncias e diz que MPF comete abuso de autoridade

Presidente da Alesc falou durante 30 minutos com plenário e galerias paralisados; alegou perseguição política e falta de provas nas denúncias

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia, falou na tarde desta terça (6) exclusivamente sobre as duas denúncias do MPF (Ministério Público Federal) protocoladas na Justiça Federal, com acusações de supostos ilícitos de lavagem de dinheiro, peculato e corrupção.

Julio Garcia fez o pronunciamento como presidente da Alesc – Foto: Moacir Pereira/NDJulio Garcia fez o pronunciamento como presidente da Alesc – Foto: Moacir Pereira/ND

O plenário e galerias do Palácio Barriga Verde permaneceram no mais absoluto silêncio para ouvir o presidente. Ele enfatizou estar sendo vítima de perseguição e destacou várias vezes que as duas denúncias foram precipitadas pelas decisões do legislativo sobre o processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés e a vice Daniela Reinehr.

Júlio Garcia contestou todas as acusações que foram veiculadas pela imprensa até agora e constantes das duas denúncias. Desafiou os acusadores a apresentarem provas. E assinalou que existem apenas ilações e suposições, como se evidencia na segunda denúncia sem citar provas ou arrolar testemunhas.

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Disse que tudo está baseado numa delação premiada de uma pessoa que não conhece e que também envolveu dois homens públicos catarinenses.
Criticou várias vezes a força-tarefa do MPF, acusando-a de abuso de autoridade e perseguição política. E destacou que as denúncias foram antecipadas em função do cronograma do impeachment.

Na sequência, criticou o MPF por divulgar em seu portal na internet detalhes da denúncia, classificando a atitude de ilegal, alegando que o inquérito e a denúncia correm em segredo de Justiça.

No final, disse que está com a consciência tranquila e que confia na Justiça para provar sua inocência.

Na sequência e por mais meia hora sucederam-se manifestações de lideranças de vários partidos, todos destacando os 40 anos de vida pública inatacável de Júlio Garcia, a vida simples que leva no particular e no legislativo. Todos hipotecaram irrestrita solidariedade.