A candidatura derrotada de Paulo Eccel (PT) à prefeitura de Brusque, no Vale do Itajaí, entrou na Justiça para barrar a diplomação e, consequentemente, a posse do prefeito eleito André Vechi (DC). O político vitorioso nas urnas recebeu 27.183 votos em eleição suplementar realizada em 3 de setembro deste ano.
André Vechi é o novo prefeito eleito de Brusque; com liminar negada pela Justiça, diplomação está mantida para esta quinta-feira (21) – Foto: Redes Sociais/Divulgação/NDO pedido foi apresentado à 86ª Zona Eleitoral de Brusque, no último dia 18 de setembro, em forma de liminar. Mas ele foi negado nesta quarta-feira (20), por determinação do Juiz Eleitoral Edemar Leopoldo Schlosser.
Segundo informado ao ND+ pela assessoria de comunicação do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral), a diplomação de André Vechi (DC) está mantida e ocorre de forma virtual nesta quinta-feira (21). A solenidade de posse do prefeito está marcada para ocorrer na Câmara Municipal de Brusque, no final do mês.
SeguirChapa de Paulo Eccel (PT) entrou na Justiça contra diplomação
Assinado pelo advogado da chapa de Paulo Eccel (PT), Artur Antunes Pereira, o documento que pedia a suspensão da diplomação citava um suposto abuso de poder econômico da chapa vencedora e uso político das redes oficiais da prefeitura de Brusque, a favor de Vechi (DC).
Ex-prefeito Paulo Eccel (PT) foi derrotado nas eleições suplementares de Brusque, em 2023 – Foto: Arquivo Pessoal/Redes Sociais/Divulgação/NDEm contato com a reportagem do Portal ND+, o advogado confirmou que a liminar foi negada mas que a chapa estuda outras formas de levar as denúncias adiante na Justiça.
Vale lembrar que o prefeito agora eleito era vereador, presidente do Legislativo Municipal e estava como prefeito interino desde maio deste ano, respondendo diretamente pelos atos da prefeitura de Brusque no período.
A defesa de Paulo Eccel (PT) anexou ao processo, que foi arquivado, uma série de prints de celular, vídeos de propaganda eleitoral nas redes sociais e várias possíveis provas de supostas irregularidades. Uma delas envolve o pai de André Vechi (DC), que é servidor municipal.
“Embora a petição esteja acompanhada de diversos documentos, não há provas conclusivas capazes de esclarecer com segurança as circunstâncias envolvendo as situações descritas, as quais somente serão reveladas e melhor apuradas com a participação de todas as partes envolvidas”, diz um trecho da decisão da Justiça Eleitoral de Brusque, assinada nesta quarta-feira (20).
O que diz a defesa de André Vechi?
Em nota, o advogado Paulo Henrique Alves de Carvalho Junior, que defende a coligação de André Vechi (DC), comentou que recebe com tranquilidade a notícia de que a liminar foi negada. O texto ainda cita a instabilidade política que Brusque vive, com dois prefeitos cassados em menos de 10 anos. Leia abaixo na íntegra:
“Recebemos esse tipo de notícia com tranquilidade pois sabemos que fizemos uma campanha limpa e propositiva, 100% dentro da legalidade, não havendo nada que macule a imagem do prefeito e do vice.
Apenas lamentamos que partidos e candidatos se recusem a aceitar a resposta que o povo brusquense deu nas urnas, insistindo em um segundo turno pelas vias judiciais.
A cidade já vem sofrendo há tempos com cassações e problemas na prefeitura e esse tipo de insistência política apenas tira o foco do que realmente importa, que é fazer um bom trabalho pelo povo de Brusque.
No caso desse pedido, ele já teve manifestação contrária do MPSC, que inclusive citou a “pouca ética” no ajuizamento, pois só repete pedido anterior já superado durante a campanha e, ainda, o juiz eleitoral já deu despacho indeferindo o pedido de suspensão da posse, que ocorrerá normalmente.
Tenho certeza que a justiça será feita e o processo será extinto. André e Deco são os escolhidos pelo povo brusquense e farão um trabalho ótimo em prol da cidade”.