Lei que prevê internação involuntária de dependentes químicos é sancionada em Blumenau

Além de dependentes químicos, a lei prevê a internação involuntária de pessoas em sofrimento ou com transtorno mental

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Bruna Ziekuhr Blumenau

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A prefeitura de Blumenau sancionou, nesta segunda-feira (3), a lei que prevê a internação involuntária de pessoas com dependência química, em sofrimento ou com transtorno mental. O projeto, de autoria do Poder Executivo, foi aprovado pela Câmara de Vereadores no final de maio.

Pessoas em situação de rua são prioritárias com aprovação da lei de internação involuntária Lei que prevê internação involuntária de dependentes químicos é sancionada em Blumenau  – Foto: Reprodução/Unsplash/ND

A lei permite que o município realize a internação, mesmo que contra a vontade da pessoa, mediante um laudo médico. A internação somente é indicada após se esgotarem todas as demais possibilidades terapêuticas e recursos extra-hospitalares disponíveis no município.

De acordo com a Prefeitura Municipal, a lei será aplicada em um trabalho integrado entre as políticas de saúde e de assistência social do município.

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A abordagem social será responsável pelo atendimento de pessoas em situação de rua no município. Já em outros casos, a própria família pode procurar uma unidade de saúde, onde o médico irá avaliar a situação.

Como funciona a lei de internação involuntária?

A lei, de acordo com o texto do Executivo, pode ser aplicada a todos que se encontrem nos limites territoriais de Blumenau com dependência química, sofrimento ou com transtorno mental.

As pessoas em situação de rua são prioritárias no atendimento, desde que se enquadrem nas condições. Ainda de acordo com a lei, a internação não poderá ser em comunidades terapêuticas, mas em ambiente hospitalar e no prazo máximo de 90 dias.

Antes do encaminhamento, todas as internações precisam ser informadas ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e Defensoria Pública no prazo de 72 horas, para validar e prosseguir com o atendimento.

O tratamento deve oferecer assistência integral, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer e outros necessários.

Além da internação, também está previsto o acompanhamento com os familiares, como parte da preparação para receber essas pessoas após a alta e ajudar na inserção no mercado de trabalho e convívio familiar.

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