Lula defende jornadas de trabalho ‘equilibradas’ em Cúpula do G20

Fala foi proferida neste sábado (16), durante encontro que acontece no Rio de Janeiro

Foto de Vivian Leal

Vivian Leal Florianópolis

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Durante o encerramento do G20 Social e a entrega das propostas elaboradas pela sociedade civil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (16), que a Cúpula do G20 seja espaço para discutir “jornadas de trabalho mais equilibradas” e redução de custo de vida. Segundo ele, os membros do grupo que reúne as principais economias do mundo “têm poder e responsabilidade de fazer a diferença”.

Lula defendeu atualização das jornadas de trabalho durante Cúpula do G20 neste sábado (16)Lula defendeu atualização das jornadas de trabalho durante Cúpula do G20 neste sábado (16) – Foto: R7/ Reprodução/ ND

“A economia e a política nacional não são monopólio de especialistas e burocratas; não estão só nos escritórios da bolsa de Nova York ou de São Paulo, nem só nos gabinetes de Washington, Pequim, Bruxelas ou Brasília. Elas fazem parte do dia-a-dia de cada um de nós, alargando ou estreitando as nossas possibilidades”, discursou Lula, ao defender a participação social nas discussões do G20.

Sociedade civil

Esta foi a primeira vez que a cúpula foi antecedida por uma reunião da sociedade civil, o G20 Social. O evento contou com 46,8 mil inscritos e mais de 15,1 mil pessoas credenciadas para participar dos debates que, ao todo, abordaram mais de 300 temas. As discussões tiveram como base três eixos: combate à fome e às desigualdades; mudanças climáticas e sustentabilidade; e reforma da governança global.

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Lula prometeu levar a Declaração Final do G20 Social para a mesa da cúpula e pediu à sociedade civil que permaneça participando das discussões, em busca de um “mundo mais justo e um planeta sustentável”. Avaliou, ainda, ser importante o engajamento na Cúpula dos Brics e na COP30, outros dois eventos mundiais que serão sediados no Brasil em 2025.

“A presidência brasileira do G20 deixará um legado robusto de realizações, mas ainda há muito por fazer para melhorar a vida das pessoas. Para chegar ao coração dos cidadãos comuns, os governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a voz dos mercados e a voz das ruas”, avaliou o presidente.

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