Lula promete fortalecer políticas públicas para as mulheres em discurso; veja quais

Plano de governo da coligação 'Brasil da Esperança' propõe mais igualdade salarial entre homens e mulheres, prevenção aos feminicídios e maior representação feminina na gestão pública

Redação ND Florianópolis

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Em seus primeiros discursos como presidente eleito ainda neste domingo (30), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a participação das mulheres em sua terceira vitória nas eleições presidenciais e a necessidade de investir em políticas públicas para garantir a igualdade de gênero.

Primeiro discurso de LulaLula em primeiro pronunciamento após vitória nas Eleições 2022 – Foto: Reprodução/Internet/ND

Na primeira fala, realizada em um hotel em São Paulo logo após o resultado oficial, Lula afirmou que vai “fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres e garantir que elas ganhem o mesmo salário que os homens ganham, no exercício de igual função”.

A igualdade salarial foi um dos temas de destaque da campanha da também candidata à presidência Simone Tebet (MDB), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno e apoiou Lula no segundo.

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Já no segundo pronunciamento feito para apoiadores na Avenida Paulista, Lula afirmou que deve grande parte da vitória “à coragem e à atitude das mulheres brasileiras, que são a maioria absoluta da população”. Neste pleito, o público feminino representou 52,65% do eleitorado.

O presidente eleito ainda considerou o resultado das urnas “a vitória das mulheres que não querem ser tratadas como objeto de canto de mesa, querem ser tratadas como sujeitas da história. A mulher quer, ela pode e deve estar onde quiser sem pedir licença”.

Em diversos momentos do discurso, o presidente eleito ainda agradeceu o apoio da esposa Janja da Silva, com quem se casou em maio deste ano.

Ações para as mulheres no plano de governo

No plano de governo enviado ao Tribunal Superior Eleitoral, a coligação Brasil da Esperança, eleita neste domingo com 50,90% dos votos, elenca algumas ações voltadas especificamente para o público feminino.

Na proposta, a coligação evidencia que mulheres, negros e jovens padecem com o desmonte de políticas públicas, de modo a reforçar discriminações históricas.

Como resposta, o presidente e o vice eleitos propõem o fortalecimento das políticas de segurança pública, priorizando a prevenção, a investigação e o processamento de crimes e violências contra mulheres, juventude negra e população LGBTQIA+.

Especificamente em relação às mulheres, o plano de governo estabelece que o Estado deve assegurar a proteção integral da dignidade humana das mulheres, assim como desenvolver políticas públicas de prevenção contra a violência e para garantir suas vidas.

Outro ponto destacado no plano é enfrentar a realidade que faz a pobreza ter o “rosto das mulheres, principalmente das negras”, lhes assegurando autonomia.

O texto afirma que haverá investimento em programas de proteção às vítimas, seus filhos e filhas, assegurando que não haja impunidade de agressões e feminicídios.

Com relação à saúde das mulheres, o plano propõe o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), criando condições para que todas as brasileiras tenham acesso à prevenção de doenças e que sejam atendidas segundo as particularidades de cada fase de suas vidas.

A coligação ainda promete construir um país que caminha rumo à equidade de direitos, salários iguais para trabalhos iguais em todas as profissões e a promoção das mulheres na ciência, artes, representação política, gestão pública e empreendedorismo.

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