O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), criticou o resultado da votação de quarta-feira (23), na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) que determinou o prosseguimento do processo de impeachment contra ele.
“Afastar um governador do mandato da forma como fazem comigo hoje é matar a democracia”, afirmou. Witzel reforçou o discurso de inocência e acusou a Alerj de cometer um “grande erro”.
“Matar a democracia”, diz Witzel sobre decisão da Alerj sobre seu impeachment – Foto: Carlos Magno/Governo do Estado do Rio de Janeiro/Divulgação“Enfrento esse processo de impeachment de cabeça erguida porque nunca compactuei com a corrupção em toda a minha vida. Provarei minha inocência mesmo sofrendo um linchamento moral e político a partir da palavra, sem provas, de delatores, ou seja, de bandidos confessos”, disse o governador afastado temporariamente por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
SeguirA votação terminou com um placar de 69 votos favoráveis ao prosseguimento da ação contra nenhum contrário.
Nos próximos passos do processo, um tribunal composto por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais analisará a cassação do mandato, exatamente como ocorre em Santa Catarina.
Sem reeleição
Uma análise da consultoria legislativa do Senado afirma que a reeleição do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), é inconstitucional.
A interpretação será usada por adversários para reagir à tentativa do parlamentar de ser reconduzido ao comando do Congresso em fevereiro do próximo ano.
De acordo com a nota, assinada pelo consultor Arlindo Fernandes de Oliveira, é “inequívoco” que a reeleição é proibida dentro da mesma legislatura, ou seja, sem uma nova eleição para renovação dos mandatos no Legislativo federal.
Eu indico
O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC) continua tendo grande influência no Palácio do Planalto.
Partiu dele a indicação de seu colega de parlamento Lúcio Mosquini (MDB-RO) para integrar mais uma vaga de vice-líder do governo na Câmara dos Deputados. O apadrinhado já se avistou com o presidente Jair Bolsonaro.
Raul Sartori
Prognóstico
O deputado Osmar Terra (MDB) tem chance de assumir o Ministério da Saúde quando a pandemia passar (assim esperam), ano que vem, com a vacinação geral da população. Terra e o Eduardo Pazuello, que foi oficializado no cargo semana passada, estiveram a portas fechadas com o presidente Bolsonaro no dia da posse do general na pasta.
Leandro Mazzini