O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) e o vereador de São Paulo Rubinho Nunes (Patriota), ambos do MBL (Movimento Brasil Livre), entraram com uma ação na Justiça Federal para o presidente da República Jair Bolsonaro ressarcir a União com os gastos de suas férias no fim do ano passado.
A ação tem como alvo duas viagens realizadas pelo presidente. O primeiro destino de Jair Bolsonaro foi São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. Ele também visitou Guarujá, em São Paulo.
Bolsonaro viajou para São Francisco do Sul no fim de dezembro. Ele retornou para o Carnaval, entretanto esta última viagem não é alvo do inquérito – Foto: Reprodução/Balanço GeralO recesso de fim de ano do presidente custou aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões. O valor corresponde aos gastos no período de 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro.
SeguirO montante foi informado ao deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que solicitou em dois requerimentos informações à Secretaria-Geral da Presidência e ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Viagens
No fim do ano, Bolsonaro viajou para São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Ele ficou hospedado na cidade entre os dia 19 ao dia 23 de dezembro, e se reuniu com políticos e empresários. Bolsonaro retornou para São Francisco em fevereiro, na ocasião do Carnaval, mas esta viagem não é alvo da ação movida.
Depois da primeira viagem, Bolsonaro retornou para Brasília, onde passou o Natal. Ainda no período de festas, viajou para o Guarujá, onde passou o Ano Novo. Nas duas viagens, o custo com a equipe de segurança foi de R$202.538,21.
“O presidente da República, ao forçar a União a gastar tal quantia em suas férias (que são despesas pessoais e que deveriam ser por ele custeadas), ignora o estado de calamidade pública nas finanças do país e age como se fosse o dono do dinheiro público”, diz a ação do MBL.
Ação
O MBL pede ainda à Justiça que nenhum outro gasto com férias do presidente seja feito antes do julgamento da ação e investigação sobre o gasto.
Mais cedo, Kataguiri conseguiu aprovar na Comissão e Fiscalização Financeira e Controle um convite para o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner do Rosário, explicar sobre o gasto aos deputados.
“É ultrajante a toda população que a figura máxima do poder executivo esteja dando passeios enquanto reduz o auxílio e deixa faltar comida na mesa de milhões de brasileiros atingidos pela pandemia de covid-19”, justificou o parlamentar no pedido.
Contraponto
A reportagem tentou contato com a assessoria do presidente Jair Bolsonaro, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.