Patrick Correa (União Brasil), prefeito de Imaruí, foi o primeiro prefeito investigado na operação Mensageiro a impedir a imprensa de mostrar seu rosto durante a primeira audiência de instrução. A audiência acontece na tarde desta quarta-feira (16), no TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).
Prefeito de Imaruí proibiu a imprensa de mostrar seu rosto – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDA defesa de Correa solicitou a desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt que o prefeito, figura pública, não fosse filmado. Ela então proibiu a imprensa de filmar o prefeito e suas reações aos depoimentos dos investigadores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
O primeiro agente do Gaeco a dar depoimento contou que, durante as investigações, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) descobriu que havia um carro já demarcado em que Correa se encontrava com o mensageiro, representante da empresa Serrana Engenharia.
Seguir“Testemunhas confirmaram que a propina acontecia e que quando Correa assumiu ele continuou o esquema que já existia. Inicialmente, Patrick solicitou propina de R$ 10 mil, depois eles fizeram uma contraproposta com propina de R$ 5 [mil]”, conta.
Nas gestões anteriores, teria supostamente ficado uma “dívida” com a Serrana Engenharia que, segundo as investigações, cobrou a gestão de Patrick Correa.
Segundo o agente, foi na fase quatro da operação que Correa foi preso, após provas mostrarem, inclusive, envelopes com propina que supostamente estavam destacados com o nome “Patrick”. Um telefone também foi apreendido.
“Havia conversas recuperadas, marcando encontros, inclusive na data de 25 de novembro de 2022, data referida que de fato o encontro aconteceu e lá seria entregue a propina”, conta o investigador.
Outra informação dada pelo agente é que informações apreendidas com outros presos na operação confirmam “todo o modus operandi da propina”. O investigador conta que os encontros eram rápidos e em menos de um minuto a propina seria entregue.