Mensageiro: Ex-secretário de Lages segue preso após ter habeas corpus negado pelo STJ

MPSC afirma que Rodrigues era um dos responsáveis pelos encontros com o mensageiro, operador do esquema que entregava propinas a prefeituras catarinenses

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Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Ex-secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente de Lages, Eroni Rodrigues teve o pedido de habeas corpus negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) nesta quarta-feira (23). Rodrigues é um dos investigados que foram presos preventivamente pela Operação Mensageiro por suspeita de favorecimento em licitações à empresa Serrana em troca de propina.

Eroni Rodrigues era Secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente de Lages – Foto: Facebook/ Reprodução/ NDEroni Rodrigues era Secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente de Lages – Foto: Facebook/ Reprodução/ ND

As informações são da defesa de Rodrigues. Segundo o advogado Eduardo Soares, apesar o pedido não ter sido aceito pelo relator do processo, o recurso ainda será analisado em colegiado.

Conforme o processo da investigação ao qual o Grupo ND teve acesso, o MPSC (Ministério Púbico de Santa Catarina) afirma que Rodrigues era um dos responsáveis pelos encontros com o “mensageiro”, operador do esquema que entregava as propinas em nome da Serrana, empresa que fornece serviços de saneamento e coleta de lixo a vários municípios catarinenses.

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Segundo o Ministério Público, quando secretário em 2020, ele teria se encontrado ao menos 22 vezes com o articulador.

O Grupo ND foi proibido judicialmente de falar o nome dos investigados que assinaram acordo de delação premiada, entre eles, está o mensageiro.

Além de Eroni, outros dois servidores públicos e o prefeito de Lages, Antônio Ceron, seguem presos preventivamente. Ceron conseguiu prisão domiciliar 15 dias após a primeira fase da operação.