A Justiça de Santa Catarina negou a prisão domiciliar do vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, e manteve bloqueados os bens e as contas do prefeito de Lages, Antônio Ceron. Ambos estão presos pela Operação Mensageiro. A decisão foi tomada em sessão da 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) nesta quinta-feira (25), quando também começaram os julgamentos da 4ª fase da operação.
Justiça de SC negou pedidos de prefeito de Lages e vice de Tubarão presos pela Operação Mensageiro – Foto: PSD/ Facebook/ Reprodução/ NDO prefeito de Lages e o vice-prefeito de Tubarão são dois dos investigados pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), que apura suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.
A defesa de Antônio Ceron, que está em prisão domiciliar desde 15 de fevereiro, pediu à Justiça o desbloqueio de contas bancárias e de bens do prefeito e da esposa.
SeguirDe acordo com a defesa, Ceron tem acesso apenas à conta salário da prefeitura de Lages, onde ele recebe R$ 26.751,01 mensais. No entanto, o valor deve sofrer um reajuste de 5,93% e passar para R$ 28.337,34.
O pedido solicitava o desbloqueio de uma conta conjunta com a esposa e da conta do INSS, onde ele recebe a aposentadoria desde 1993.
Os advogados do prefeito de Lages afirmaram que pretendem recorrer da decisão e que os valores das contas são declarados.
“Vamos aguardar a publicação do acórdão para estudar e adotar as medidas judiciais cabíveis a partir desse julgado”, disse a defesa, em nota.
Defesa de vice usa internação como argumento
A defesa do vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, pedia que a prisão preventiva fosse convertida para domiciliar, com o uso de tornozeleira. O pedido foi negado pela 5ª Câmara Criminal do TJSC.
Os advogados de Tokarski teriam usado como argumento a recente internação do vice-prefeito após intoxicação por medicamentos. Ele estava preso desde 14 de fevereiro no presídio de Itajaí e foi internado no Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, em 18 de maio.
Após receber alta, Tokarski foi transferido para o Presídio Regional Santa Augusta, de Criciúma. No mesmo local estão o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli e o prefeito de Pescaria Brava, Deyvisson da Silva de Souza, presos na mesma Operação Mensageiro.
Julgamentos da 4ª fase da Mensageiro começam
A quinta-feira (25) também foi marcada pelo início dos julgamentos de pessoas presas na 4ª fase da Operação Mensageiro. A 5ª Câmara Criminal do TJSC negou um pedido de Wando Furlan Ceolin, supervisor de compras da prefeitura de Braço do Norte, preso em 27 de abril.
A defesa não se manifestou pelo fato do processo estar em sigilo. No entanto, o ND Notícias apurou que a defesa de Ceolin apresentou uma tese de nulidade do processo e pediu que a competência voltasse para a comarca de Braço do Norte, já que o supervisor não é político.
Porém, a Justiça manteve a competência no TJSC e negou o pedido de revogação do processo. De acordo com a prefeitura de Braço do Norte, Ceolin foi exonerado em 28 de abril, um dia após sua prisão pela Mensageiro.
Ceolin foi preso juntamente com outros nove prefeitos de cidades de Santa Catarina em 27 de abril, quando o MPSC deflagrou a 4ª fase da Operação.