Mensageiro: Vice-prefeito preso é considerado de maior periculosidade social

TJSC nega pedido de habeas corpus e revela grau de importância de manutenção da prisão do vice-prefeito de Tubarão

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A publicação do acórdão das alegações e despachos após novo movimento dos advogados do vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, que busca o direito da prisão domiciliar, revela que ele é considerado preso de alta periculosidade à condução do caso contido na Operação Mensageiro. Ressalta-se, porém, que as denúncias estão baseadas apenas em delação premiada e têm uma prova contundente sobre o cometimento dos crimes alegados, o que provoca indignação da defesa.

Vice-prefeito preso na Operação Mensageiro Vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, teve negado habeas corpus com pedido de prisão domiciliar. – Foto: Facebook/ Reprodução/ND

Nesta semana, a 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) rejeitou novo pedido de relaxamento das sanções aplicadas ao vice-prefeito. Uma semana após obter o direito de transferência do presídio de Itajaí para Criciúma a tentativa foi para obtenção da prisão domiciliar.

Os argumentos se baseiam no que a defesa alega ser a incompetência do TJSC por entender que a investigação deve se dar no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), sob argumento de que seja no âmbito eleitoral. Fato negado pelo TJSC.

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Em resposta ao argumento de que não se trata de caso de corrupção, de que não há evidências ou mesmo de que se houve oferta não houve qualquer recebimento a Justiça é tácita. Chega a julgar que a sua prisão é considerada risco à ordem pública e que o envolvimento se dá no maior esquema de corrupção da história de Santa Catarina.

Outro aspecto que chama atenção é a consideração de que Caio Tokarski seja considerado um preso de “alta periculosidade” por seu poder de influência e que mesmo nos tempos em que era investigado sabia da possível investigação mas teria mantido a prática delituosa.

Relatado ainda na interpretação dos fatos pelo tribunal de julgamento a tentativa que ele teria simulado agressões, resistido a ordens dos policiais penais e desacatado agentes públicos.

Há ainda ponderações, no julgamento, sobre o fato dele estar licenciado da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e mesmo assim ser tratado como preso com direito especiais. Ele tem cela individual, com direito a banho de sol, espaço de leitura, banho quente e televisão, regalias que não são comuns a outros presos.

Defesa alega que não existe qualquer elemento de prova contra Tokarski

Já os advogados de Caio Tokarski alegam que ele está sendo condenado antes de qualquer julgamento ou mesmo comprovação das denúncias feitas em delação premiada. Levantam suspeitas sobre as delações, lembrando que não existe qualquer elemento de prova contra Tokarski, senão a prova testemunhal de um agente da empresa que antes a ameaça de prisão centenária pode estar criando fatos contra supostos acusados para reduzir a sua pena.

Há contestações quanto ao uso do expediente da delação premiada.