O programa Conexão ND desta quarta-feira (13) recebeu o ex-deputado estadual, ex-presidente da Alesc, ex-presidente do PSD e, hoje, filiado ao Solidariedade Gelson Merisio, que falou sobre as ações dos governos Estadual e Federal nos últimos três anos e meio.
Depois de apoiar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, quando foi candidato ao governo de Santa Catarina, atualmente Merisio compõe a frente de esquerda. Ele afirmou que colocou o nome à disposição do pré-candidato do PT no Estado, Décio Lima, se houver a necessidade. O jornalista Alexandre Mendonça comandou a entrevista.
Edição desta quarta-feira (13) conta com ex-deputado Gelson Merísio – Foto: Reprodução/NDTV“Eu vejo o Décio muito preparado. Eu disputei a eleição com ele em 2018 e tive muito prazer de fazer esse embate, porque conheci um ser humano que vale a pena. O fato de eu ser vice ou não é irrelevante. Eu disse a ele que aceitaria se fosse necessário. No entanto, eu entendo que seria muito importante para a sua chapa, para um projeto que fosse vitorioso, que tivéssemos a participação de uma mulher na chapa majoritária. Seja ao Senado ou na vaga de vice”, anotou.
SeguirO político explicou o porquê da mudança de apoiar a direta, em 2018, e a esquerda na próxima eleição. “O que houve foi um estelionato eleitoral feito com SC. Um presidente que fez mais de 70% dos votos do Estado e não trouxe R$ 1 de obra pública para SC em quatro anos tem que ser revisto. Um governador que foi eleito nas asas da popularidade do presidente da República e não teve um despacho, uma audiência pública com o presidente. Esse estelionato duplo praticado pelo Jair Bolsonaro e o senhor Moisés precisa ser mudado. Essa reação do povo catarinense me permito compartilhar, muito embora não dispute a eleição neste ano. Até porque a definição é até o dia 1º, mas esse não é o meu propósito”, disse Merisio, que não descartou uma candidatura de última hora.
Para o ex-deputado, o crescimento da economia não é aceitável, porque está abaixo da média mundial. Apesar disso, ele alegou que a receita cresceu nos últimos três anos e faltou um projeto de infraestrutura para o Estado. “Vamos tratar do efeito fiscal da pandemia. A receita do Estado cresceu nesses três anos e meio 38% além da inflação. Fruto do ICMS do combustível, da energia elétrica, de um conjunto das pessoas que começaram a comprar mais no e-commerce, porque a economia informal diminuiu. E o que perdemos? Perdemos uma oportunidade de ver esse aumento de receita ser transformado em obras. Quais foram as obras do governo do Estado em quatro anos? Só distribuiu PIX pelo Estado para que as prefeituras fizessem as suas ações”.
Merisio disse ser contrário ao policiamento da mídia, apesar de defender a oportunidade de contrapontos. “Sou contra a ditadura da versão única”, pontuou. O político também afirmou ser contra o armamento e destacou a tendência mundial pelo desarmamento para evitar as constantes tragédias. Ele ainda se mostrou contrário ao atual formato do Fundo Eleitoral, que na sua opinião é exagerado. “A democracia tem um custo, mas os valores atuais não são aceitos pela sociedade”.